Secretaria Municipal da Saúde

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2026 | Horário: 11:11
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Simpósio de equidade em saúde pública reúne profissionais, estudantes e gestores 

Escola Municipal de Saúde e USP lançaram e-book com experiências de oficinas realizadas em unidades de saúde para 1.250 trabalhadores da rede, entre 2024 e 2025

Neste sexta-feira (29), termina o I Simpósio Equidade no Trabalho SUS que reúne profissionais, estudantes e professores da área da saúde na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo. A iniciativa é resultado da cooperação entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da Escola Municipal de Saúde (EMS), e a Universidade de São Paulo (USP), para o fortalecimento da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS). As experiências de educação permanente que alcançaram todas as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) com o envolvimento de instituições de ensino desses territórios, segundo a coordenadora do projeto na Escola Técnica do SUS (Etsus), organizadora do evento, Cláudia Abreu, diretora pedagógica da Escola Técnica do SUS (Etsus), na EMS. 

Na abertura do simpósio, nesta quinta (28) gestores da Saúde municipal, do Ministério da Saúde (MS) e das instituições de ensino tiveram a oportunidade de conhecer o e-book produzido a partir das oficinas realizadas entre 2004 e 2026 em diferentes equipamentos de saúde da capital.


“Conseguimos engajar 40 estudantes, 30 deles da área da saúde, outros 10 das áreas de ciências humanas e sociais, além de 10 docentes de diferentes de diferentes unidades da USP em torno dessa abordagem da formação para o trabalho em saúde, de forma colaborativa, horizontal, com as trabalhadoras que eram as preceptoras e com os trabalhadores dos serviços da rede municipal de saúde”, conta a coordenadora do projeto pela USP, professora do Instituto de Psicologia da universidade, Gabriela Calazans. Claudia Abreu disse que o PET ofereceu 79 ações de educação permanente para 1.250 trabalhadores da rede municipal de saúde, nas regiões oeste e leste.  “Os ganhos de um projeto como esse, que nos caso da parceria com a USP, envolveu as Supervisões Técnicas Lapa e Butantã, e na Leste, Ermelino Matarazzo, são imensuráveis, porque além de fortalecer as equipes e serviços da rede, divulga a importância da educação permanente. Essa entrega de um e-book para a municipalidade é algo que alcança muito mais trabalhadores do que os 1.250 participantes das oficinas, já que o conteúdo ficará disponível na Biblioteca Virtual de Saúde .” 

Conteúdo  e economia solidária
Na programação, além de mesas de discussão e painéis sobre os desafios da saúde pública, da formação até a atuação profissional na conjuntura atual, com ênfase em saúde mental e trabalho, políticas afirmativas, recortes em gênero e raça/cor, a feira de economia solidária trouxe grupos de artesanato e outros produtos confeccionados por frequentadores dos equipamentos de saúde da capital. “Eu encontrei uma família, depois de tudo o que passei na vida, se não fosse esse trabalho, essa convivência, eu não sei o que seria”, afirma Ana, uma das integrantes do grupo Amo Renda, do Cecco Mooca. A coordenadora do grupo, Graziela, terapeuta ocupacional da unidade valida o trabalho manual como forma de melhorar a saúde das pessoas. “Temos critérios de inclusão, como de pessoas que estão excluídas do mundo do trabalho. Já tivemos gente do grupo de geração de renda que depois conseguiu trabalho formal”, conta.

Participaram da mesa de abertura do simpósio, o coordenador de Gestão de Pessoas da SMS, Osmar Martins, representante do secretário municipal, Luiz Carlos Zamarco na cerimônia, a diretora da EMS, Josiane Motta e Motta, as coordenadoras de saúde oeste e leste, Regiane de Santana Piva, Nilza Maria Piassi Bertelli. Os supervisores técnicos de saúde da Lapa/Pinheiros e Butantã Sheila Aparecida Costa de Medeiros Silva e Victor di Donato Marques. “A educação é um investimento que não tem preço e seu resultado sempre é o melhor. É isso que levamos como missão em projetos como o PET dentro da Escola Municipal de Saúde”, disse a diretora da EMS, Josiane Mota e Mota.  

PET-Saúde Equidade
 A 11ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), intitulada PET-Saúde Equidade, tem como foco central a promoção da equidade no SUS. A iniciativa contempla 150 projetos em todo o país e busca fortalecer a integração ensino-serviço-comunidade para qualificar a formação de profissionais comprometidos com práticas mais inclusivas, humanizadas e socialmente sensíveis.

O programa está estruturado em três eixos principais: valorização das trabalhadoras e futuras trabalhadoras da saúde, com ênfase em gênero, raça, etnia, identidade de gênero, sexualidade e interseccionalidades; promoção da saúde mental e enfrentamento das violências no trabalho em saúde; e acolhimento e valorização no contexto da maternagem. Entre as inovações dessa edição, destacam-se a inclusão de representantes de movimentos sociais como orientadores de serviço e a participação de estudantes de outras áreas do conhecimento, o que amplia a abordagem interdisciplinar.

Coordenado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, o PET tem como objetivo contribuir para ambientes de trabalho mais equânimes e para a melhoria da qualidade da atenção à saúde, ao formar profissionais preparados para enfrentar as desigualdades no contexto do sistema público de saúde.

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