Secretaria Municipal da Saúde

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Sábado, 6 de Junho de 2026 | Horário: 13:29
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SMS destaca iniciativas para reduzir impactos das mudanças climáticas na saúde no 46º Congresso da Sociedade de Cardiologia

Programa Avança Saúde Ambiental promove o plantio de mudas de árvores em diferentes regiões da capital e realiza atividades educativas nas UBSs
A foto mostra uma apresentação realizada pela Prefeitura de São Paulo. Em primeiro plano, há três homens sentados em cadeiras, usando fones de ouvido; o homem no centro está falando em um microfone, possivelmente liderando a apresentação. Eles estão vestidos formalmente, com ternos e gravatas.Ao fundo, há um grande painel com a linha do tempo da integração entre saúde e clima em São Paulo, detalhando ações desde 2005 até projeções para 2029. O painel também contém ícones ilustrativos, como árvores, painéis solares, hospitais, termômetros e gráficos de CO₂, reforçando o tema da saúde ambiental e sustentabilidade urbana.

Painel durante o 46º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) (Acervo/Ascom) 

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) participou, nesta quinta-feira (5), do painel “Sistema de Saúde nas Mudanças Climáticas: Descarbonização (ESG 05)”, durante o 46º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), realizado entre os dias 4 e 6 de junho, no Transamerica Expo Center.

O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, ministrou a palestra sobre “Sistema de Saúde nas Mudanças Climáticas: descarbonização”. A atividade foi mediada pelo colaborador para assuntos técnicos de Cardiologia da SMS e coordenador do Projeto Infarto da SOCESP, Amaury Zatorre Amaral, e contou ainda com a participação da professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Jaqueline Ribeiro Scholz, que abordou os impactos ambientais e biológicos do tabagismo, além do médico e ambientalista Gilberto Natalini, ex-secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente.

Zamarco apresentou iniciativas sustentáveis implementadas pela SMS, como projetos de eficiência energética e a modernização dos sistemas de climatização das unidades de saúde. Segundo ele, a pasta desenvolve atualmente um projeto-piloto em parceria com a Dinamarca voltado à climatização sustentável de equipamentos públicos de saúde.

O secretário também enfatizou as ações da Prefeitura de São Paulo para mitigar os eventos climáticos extremos, como as Operações Baixas Temperaturas e Altas Temperaturas, que contam com tendas de atendimento distribuídas pela cidade para acolher a população em situação de vulnerabilidade social.

Outro destaque foi o lançamento, em 2025, do programa Avança Saúde Ambiental, que promoveu o plantio de mudas de árvores em diferentes regiões da capital e realizou atividades educativas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) por meio do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), onde são realizados plantios de mudas e, ações para sensibilizar as pessoas sobre o tema com atividades coletivas e visitas domiciliares ambientais.

“Fazemos parte do Plano Municipal de Saúde da Prefeitura de São Paulo, que tem como meta expandir o PAVS para todas as 482 UBSs da capital”, afirmou Zamarco.

Além da ampliação da infraestrutura verde e do plantio de árvores, o secretário ressaltou o pioneirismo do PAVS, programa exclusivo da capital paulista que integra Agentes de Proteção Ambiental (APAs) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) nas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), fortalecendo a identificação de riscos socioambientais nos territórios e promovendo ações preventivas mais eficazes.

“Os pacientes adoecem tanto pelo ambiente em que vivem quanto pelos hábitos que possuem”, observou Gilberto Natalini.

Durante a apresentação, Zamarco lembrou que as UBSs da capital disponibilizam de tratamento integral e gratuito para pessoas que desejam parar de fumar. “O tabagismo foi o grande vilão da saúde no século passado. Agora, enfrentamos também os impactos da poluição sobre a saúde da população”, afirmou o secretário.

Para Amaral, o problema deixou de ser apenas de quem fuma. “O tabagismo deixou de ser um risco individual para se tornar um risco coletivo”, ressaltou. Ele acredita que, em breve, a poluição atmosférica deixará de ser um risco apenas ambiental e também será incluída no rol dos fatores de riscos tradicionais, como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia.

Celebrando os 50 anos da SOCESP, o congresso deste ano reúne mais de 7 mil participantes e 730 conferencistas no Transamerica Expo Center, em Santo Amaro, na zona sul da capital, além da apresentação de mais de 830 trabalhos científicos aprovados.

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