Secretaria Municipal da Saúde
UBSs da Prefeitura propõem atividade física para prevenir e enfrentar a dor

Prevenir e buscar alívio para a dor é uma preocupação da Prefeitura de São Paulo, a começar pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que investem em iniciativas multidisciplinares e coletivas para ajudar os pacientes da rede municipal de saúde. Na região do Campo Limpo, zona sul da capital, as UBSs Mitsutani e Arrastão, unidades da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), uniram-se na promoção de atividades físicas para os seus pacientes com dor.
Criado em 2023, o grupo EducaDor, que acontece todas as terças-feiras pela manhã, reúne até 80 pessoas no Centro Educacional Unificado (CEU) Campo Limpo, da Secretaria Municipal da Educação (SME), localizado entre as duas unidades de saúde.
Ali, ao longo de uma hora, os pacientes realizam atividade física leve, a chamada cinesioterapia, com alongamentos, exercícios de fortalecimento muscular, treinos de equilíbrio e consciência corporal. Além disso, recebem orientações sobre formas de controlar e mitigar a dor utilizando recursos como as práticas integrativas e complementares em saúde (Pics) a exemplo da auriculoterapia, disponível nas duas UBSs, ou mesmo as atividades realizadas dentro do Centro de Convivência e Cooperativa (Cecco) Campo Limpo - outro equipamento de saúde localizado junto ao CEU.
“Pelo menos 70% dos participantes relatam melhora na dor”, diz o fisioterapeuta Emerson Roberto Brito, que atua nas duas UBSs e coordena o grupo, juntamente com a terapeuta ocupacional Fabiana Siqueira da Silva. Ele explica que, embora a origem das dores seja variada – idade, atividade laboral, artrose, entre outras -, o movimento leve e orientado, como o praticado no EducaDor, ajuda nas dores osteoarticulares ao “espalhar” e estimular a lubrificação natural nas articulações, evitando que fiquem “enferrujadas”.
Além dos exercícios semanais, toda primeira quarta-feira do mês os profissionais realizam uma sessão extra, com orientações sobre cuidados e prevenção de doenças. “Além de nos permitir alcançar mais pessoas, as atividades coletivas são uma importante oportunidade de socialização, especialmente para pessoas idosas, que se sentem motivadas ao ver que outros participantes estão melhorando”, comenta Emerson.
Exercícios viram rotina
A dona de casa Aldenice Rodrigues da Silva, 57, paciente da UBS Jardim Mitsutani, conta que descobriu que tinha problemas na coluna lombar e cervical durante sua primeira gravidez, aos 19 anos. Segundo ela, possivelmente resultado de acidentes que sofreu na infância, quando vivia em Piracuruca, no interior do Piauí. “Caí do cajueiro, caí na barragem, mas naquela época, se a pessoa não morreu ou desmaiou, ninguém fazia nada”, diz ela, que, já adulta, sofreu outros acidentes que resultaram em fraturas no platô tibial, no cóccix e na face. A dor, então, entrou de vez na sua vida.
Em 2025, Aldenice foi convidada a participar do EducaDor e, seguindo a recomendação do fisioterapeuta Emerson, começou a praticar os exercícios passados no grupo também em casa. “Hoje em dia, antes de me levantar eu já faço os alongamentos, e depois outros exercícios, pela manhã, para levar o dia”, comenta a dona de casa. Segundo ela, a dor “nível 10 de 10” que sentia foi reduzida à metade com os exercícios, associados a outras técnicas aprendidas no grupo, como emplastros com argila e plantas como gengibre, e o banho de contraste, com a imersão dos pés e pulsos em água quente e depois em água fria ou gelada. “Até o humor melhorou”, comenta.
Resolutividade
A UBS Arrastão também desenvolveu, em 2025, uma abordagem integrada para qualificar o atendimento a pessoas com dor, especialmente relacionadas a condições osteomusculares, como a dor lombar. A iniciativa, estruturada a partir de um projeto Lean Six Sigma, reuniu ações como a revisão do protocolo clínico, reavaliação dos pacientes, capacitação de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas para manejo na Atenção Primária e a produção de materiais educativos para os agentes comunitários de saúde (ACSs).
O objetivo da iniciativa foi ampliar a resolutividade da unidade, oferecendo cuidado mais ágil, efetivo e próximo do território. O resultado do conjunto de ações foi significativo, como uma redução de mais 37% de pacientes esperando por consulta na Atenção Especializada.
Centros de Referência da Dor
Para acolher os pacientes com dor de forma efetiva dentro da rede municipal de saúde, em 2021 a Prefeitura de São Paulo inaugurou os primeiros Centros de Referência da Dor (CR Dor), nas regiões Sul e Sudeste. Hoje são seis destes equipamentos, um em cada região da cidade, que recebem pacientes encaminhados pelas UBSs. Cada unidade conta com equipe multiprofissional composta por médicos especialistas (anestesiologistas e/ou neurologistas, clínicos especialistas em dor, ou fisiatras), além de enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos e assistentes sociais.
De 2021 a 2025, os seis CR Dor já somam 678.291 atendimentos. O avanço foi expressivo ano a ano: foram 36.587 atendimentos em 2021, 40.552 em 2022, 109.267 em 2023, 250.094 em 2024 e 241.791 em 2025.
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