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Cinco propostas são selecionadas para fase final do Concurso do Parque Municipal do Bixiga
Foto: SECOM
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo (IABsp), divulgou o resultado da Fase 1 do Concurso Público Nacional para o Parque Municipal do Bixiga, que selecionou cinco propostas para participarem da fase final do processo.
Foram selecionadas as propostas dos arquitetos e equipes lideradas por Marcello Cusano Lindgren (Vila Velha – ES), Manoel Belisario Bezerra Viana (Umari – CE), Antonio Roberto Zanolla (São Paulo – SP), Mario Arturo Figueroa Rosales (São Paulo – SP) e Duarte Vaz Guedes e Silva (Rio de Janeiro – RJ).
Os próximos passos do concurso incluem reuniões da comissão julgadora para discussão e julgamento das propostas selecionadas. Em seguida, as equipes apresentarão seus projetos à comissão, que definirá os três primeiros colocados. O projeto vencedor será a base para a implantação do Parque Municipal do Bixiga.
O concurso tem como diretriz central a renaturalização do Córrego do Bixiga, propondo uma nova relação entre o espaço público, a água e o ambiente urbano em uma área densamente consolidada da cidade. O objetivo é qualificar o território, ampliar a infraestrutura verde e contribuir para a melhoria ambiental e social da região central.
“Este concurso representa um marco para a cidade de São Paulo. Será o primeiro parque do Centro Expandido projetado por meio de concurso público e do primeiro a incorporar a renaturalização de um córrego como elemento estruturador do espaço urbano. É uma iniciativa que une inovação, compromisso com a sustentabilidade e com a história do território”, destacou o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Wanderley de Abreu.
Sobre o Bixiga e o Parque Municipal
O Bixiga construiu, ao longo do tempo, uma trajetória marcada por diversidade social, resistência cultural e forte vínculo com seu território. Desde o final do século 19, a área acolheu populações negras que se estabeleceram nas proximidades do córrego Saracura, além de escravizados recém-libertos e, posteriormente, imigrantes italianos. Essa convivência deu origem a um patrimônio cultural singular, expresso tanto no conjunto arquitetônico do bairro quanto em manifestações imateriais que permanecem ativas no cotidiano local.
A área destinada ao parque esteve no centro de um longo embate político iniciado nos anos 1980, envolvendo interesses privados, a preservação da paisagem urbana da Bela Vista, a permanência do Teatro Oficina e a reivindicação por espaços públicos no centro da cidade. A consolidação do Parque Municipal do Bixiga é um compromisso da Prefeitura de São Paulo, por meio da SVMA, e representa o desfecho desse processo, reafirmando o papel dos parques municipais como equipamentos públicos capazes de articular qualidade ambiental, convivência urbana e transformação social, contribuindo também para soluções estruturais de infraestrutura verde na capital paulista.
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