Secretaria Municipal das Subprefeituras

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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2026 | Horário: 15:46
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Cidade passará a ter 530 jardins de chuva com implantação de mais 103 na região da Sé

Intervenções reforçam a estratégia de drenagem sustentável no centro da capital

Por: Elioneide Silva

A Prefeitura de São Paulo iniciou neste mês a implantação de mais 103 novos jardins de chuva na região da Sé, ampliando a infraestrutura verde na área central. Neste momento, a cidade conta com 427 jardins de chuva e, com as novas intervenções, chegará a 530. 

Os novos jardins de chuva estão distribuídos em 47 endereços e fazem parte das ações de drenagem sustentável que buscam reduzir alagamentos, aumentar a permeabilidade do solo e melhorar a gestão das águas pluviais em regiões com histórico de alagamentos e de grande circulação de pessoas.

A imagem apresenta um infográfico técnico e ilustrativo sobre a estrutura de um jardim de chuva. O fundo é branco e, no topo, há seis ícones pretos de nuvens com gotas de chuva. No centro, um corte transversal mostra as camadas do jardim: no topo, há plantas ornamentais verdes e flores com um beija-flor amarelo; abaixo delas, uma camada de terra escura com composto e areia; e, na base, uma camada de "rachão" composta por fragmentos de pedras e concreto cinza. Toda essa estrutura está inserida no solo existente, delimitada lateralmente por muretas de contenção. Setas amarelas apontam para cada seção com textos explicativos: "Plantas", "Terra com composto" e "Camada de rachão".

A implantação começou pela Rua Condessa de São Joaquim, na altura do número 250, onde foram executadas as primeiras etapas de escavação, preparo do solo e acomodação dos dispositivos que compõem o sistema de drenagem. A partir daí, as obras avançam de forma escalonada pelos demais pontos contemplados na programação técnica, que incluem avenidas emblemáticas, praças e cruzamentos de bairros como Sé, República, Bela Vista, Cambuci, Santa Cecília e Consolação.

Os jardins de chuva da região foram distribuídos de acordo com análises de topografia, localização dos cursos de água, histórico de alagamentos e capacidade de infiltração do solo. 

Na área central, os jardins de chuva também são elementos estruturais da requalificação sob o Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão. Lá, as intervenções começaram pela Avenida Amaral Gurgel. Já foram concluídas na Avenida São João e estão em trechos da Avenida General Olímpio da Silveira, integrando soluções de drenagem sustentável à transformação urbana do centro da capital. 

“A principal vantagem é que o jardim conduz a água da chuva através do solo, recarregando o lençol freático e diminuindo o volume que vai para os córregos por meio da drenagem urbana tradicional”, explica o secretário municipal das subprefeituras, Fabricio Cobra. 

Com a implantação dos jardins de chuva na região central, a Prefeitura reforça o compromisso com soluções baseadas na natureza, que aliam infraestrutura, sustentabilidade e qualidade de vida. As intervenções contribuem para tornar o centro de São Paulo mais resiliente às intensas chuvas, ao mesmo tempo que qualificam o espaço urbano para quem circula e vive na região, além de deixarem a cidade mais bonita com o paisagismo que compõem o jardim de chuva. 

Além dos novos jardins de chuva, a Secretaria Municipal das Subprefeituras também está revitalizando outros 110 endereços que já tiveram a estrutura instalada em 2019. A manutenção foi iniciada na Rua Avanhandava, na região central, com novos plantios, adubação de manutenção e aplicação de cobertura com material triturado, técnica que auxilia na conservação da umidade do solo e no desenvolvimento saudável das novas mudas.

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