Secretaria Municipal da Saúde
Dia Mundial da Alimentação: Número de nutricionistas nas UBSs da capital cresce quase 48% em cinco anos

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) destaca, neste Dia Mundial da Alimentação (16), o trabalho dos 414 nutricionistas que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, com foco na promoção da qualidade de vida e na prevenção de doenças. Em 2021, as UBSs contavam com 280 profissionais, um aumento de quase 48% desde então.
Nas unidades, os nutricionistas realizam consultas individuais, visitas domiciliares e atividades em grupo, em parceria com equipes multiprofissionais. Também atuam na vigilância alimentar e nutricional e em ações intersetoriais, especialmente no Programa Saúde na Escola (PSE) e nas iniciativas de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN).
“Na rede municipal de saúde, o nutricionista tem uma atuação transversal com outros profissionais da área da saúde, o que estimula a troca de saberes”, diz Sandra Sabino, nutricionista e secretária-executiva da Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde (Seabevs) da SMS.
Ela também destaca a importância da categoria no atendimento a pacientes com questões relacionadas à alimentação, como desnutrição e obesidade, e doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além das ações de prevenção e vigilância nutricional.
Alimentação saudável acessível
Nutricionista da UBS Vila Constância, na zona sul da capital, Cátia Cristina Lorenzi Guerbali lembra que a adoção de novos hábitos alimentares depende de mudanças de comportamento. Nas consultas individuais, realizadas na unidade ou em visitas domiciliares a pessoas acamadas, ela orienta os pacientes conforme suas necessidades. Pessoas com feridas de difícil cicatrização, como as que têm diabetes, recebem orientações sobre um plano alimentar com quantidade adequada de proteínas.
“Meu trabalho é orientar, de forma educativa, lúdica e acolhedora, a mudança de hábitos alimentares. A alimentação saudável requer equilíbrio e não uma série de restrições. Também é preciso desmistificar a ideia de que comida de qualidade é cara. Ela pode ser acessível e possível de acordo com a realidade de cada paciente, fazendo boas escolhas”, explica Guerbali.
Para mostrar como isso é possível, ela ensina receitas que aproveitam integralmente os alimentos. “Se tem um repolho na minha geladeira, posso usá-lo cru em uma salada ou preparar um refogado. Também posso aproveitar as folhas e os talos dos vegetais, que contêm vitaminas e minerais”, exemplifica a nutricionista.
Um dos desafios, segundo Guerbali, é substituir os ultraprocessados por alimentos in natura. “É preciso desembalar menos e descascar mais. Trocar o suco de pacotinho pelo de fruta natural. Também mostro como identificar os ingredientes dos rótulos, que trazem nomes técnicos e complicados.”
Na UBS, ela também coordena ou participa de grupos com profissionais de diferentes áreas, como medicina, odontologia, serviço social e farmácia, além de enfermeiros e auxiliares de enfermagem. As atividades são voltadas a gestantes, pessoas com diabetes e hipertensão, idosos e tabagistas. Nos encontros, os profissionais compartilham informações, enquanto os participantes expõem dúvidas e dificuldades.
Mudanças no dia a dia
Uma das pacientes é a dona de casa Neide Rodrigues de Albuquerque, que participa do grupo de educação nutricional NutriAção há três anos. “Eu pensava que a minha alimentação era saudável. Comia salada uma vez ou duas vezes por semana e achava que era suficiente. Agora, como todos os dias”, conta.
Ela incluiu chia e linhaça, sementes ricas em fibras e gorduras saudáveis, na rotina alimentar. Também aprendeu a congelar alimentos, aproveitar talos e folhas de verduras e substituir temperos industrializados por opções naturais, como cebola, alho e páprica. “Se vou fazer um bolo de banana, troco o açúcar por uva passa. Prefiro grelhar a carne a fritar com óleo”, diz Albuquerque, que relata melhora na saúde após as mudanças.
São Paulo entra para o Guinness World Records
Em dezembro de 2025, a cidade de São Paulo foi reconhecida internacionalmente pelo Guinness World Records por ter o maior programa municipal de segurança alimentar do mundo. Foram distribuídas mais de 933 toneladas de alimento em 24 horas, e a municipalidade alcançou mais de 3 milhões de refeições gratuitas por dia, por meio da oferta de refeições prontas, alimentos in natura e cestas básicas a pessoas de baixa renda.
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