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El Niño e as Arboviroses

Como o El Niño afeta as arboviroses?
O El Niño é um evento climático periódico caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, provocando alterações nos padrões de temperatura e precipitação em diversas regiões do planeta. As últimas ocorrências de intensidade moderada a forte foram registradas nos períodos de 2015/2016 e 2023/2024, ocasiões em que o Brasil enfrentou importantes epidemias de arboviroses, especialmente dengue.

As mudanças climáticas associadas ao fenômeno favorecem a transmissão dessas doenças e o incremento das chuvas e elevação das temperaturas ampliam as condições favoráveis ao desenvolvimento do vetor. Por outro lado, a intensificação de períodos de estiagem em determinadas regiões faz com que a população armazene água para atividades essenciais e, consequentemente, ocorra o aumento da oferta de potenciais criadouros do Aedes aegypti.

A atuação da administração pública e da população é fundamental para minimizar os impactos do cenário climático previsto e fortalecer a capacidade de respostas do município frente ao risco de aumento da transmissão das arboviroses.

 

Medidas de prevenção

Diante deste provável cenário, o Programa Municipal de Vigilância das Arboviroses da Coordenadoria de Vigilância de Saúde orienta a população a adotar medidas para que a dengue e as outras arboviroses deixem de ser uma ameaça. Ajude a evitar novos mosquitos adotando as medidas abaixo: 

  • Tampe caixas d’água e recipientes de armazenamento de água limpa; 
  • Esvazie recipientes com água acumulada; 
  • Limpe sempre bandejas de bebedouros e as localizadas atrás das geladeiras; 
  • Limpe calhas e ralos pelo menos uma vez por semana;
  • Não deixe pratos de plantas acumularem água; 
  • Destine objetos sem utilidade para o lixo; 
  • Guarde em local protegido da chuva: brinquedos, materiais de construção, pneus, baldes, latas, garrafas, entre outros;
  • Não deixe potes, frascos, plásticos expostos nos quintais; 
  • Tampe vasos sanitários e ralos sem uso; 
  • Não permita que nenhum objeto ou local, como a laje, acumule água na sua casa! 

 

Medidas individuais também podem ser adotadas, tais como:

  • Uso de repelente para a pele;
  • Uso de repelente para roupas, tecidos e cortinas;
  • Uso de inseticida para uso doméstico;
  • Instalação de tela mosquiteiro para janelas.

 

Saiba mais:

Coordenadas pelo Programa Municipal de Vigilância das Arboviroses (PMArbo), da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), as ações de vigilância, prevenção e controle das arboviroses são desenvolvidas de forma contínua e permanente ao longo de todo o ano, com intensificação das estratégias de acordo com o cenário epidemiológico e a identificação de áreas prioritárias. Em 2026, já foram realizadas mais de 6,4 milhões de ações, com priorização dos distritos administrativos que apresentam maior incidência de casos e maior risco de transmissão. 

As atividades abrangem um conjunto integrado de estratégias de vigilância e controle vetorial, incluindo visitas casa a casa; identificação e eliminação de criadouros, em conjunto com os moradores ou responsáveis pelos imóveis; aplicação de larvicida biológico em recipientes e criadouros que não podem ser removidos ou eliminados; avaliação da densidade larvária; inspeção e monitoramento de pontos estratégicos e imóveis especiais; além de ações de orientação e educação em saúde junto à população, com foco na prevenção e na eliminação de condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti. 

Diante da detecção de circulação viral e da ocorrência de casos, são desencadeadas ações específicas de bloqueio de transmissão, definidas de acordo com a situação epidemiológica e as características do território. Essas medidas incluem o bloqueio e a eliminação de criadouros e, quando indicada tecnicamente, a realização de nebulização para reduzir a população de mosquitos adultos e interromper a cadeia de transmissão. 

Além das estratégias realizadas rotineiramente, desde 2024 a Prefeitura de São Paulo incorporou o uso de drones às ações de controle vetorial, ampliando a capacidade de atuação em áreas de difícil acesso e em locais com presença de focos larvários. Os equipamentos são utilizados para a aplicação de larvicida biológico, contribuindo para o controle e o monitoramento de criadouros que, pelas suas características ou localização, apresentam maior dificuldade para abordagem pelas equipes de campo. Desde a implantação da estratégia, já foram realizadas mais de 25 mil ações com drones dispersores de larvicida, fortalecendo a capacidade operacional do município no enfrentamento das arboviroses. 

 

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