Secretaria Municipal da Saúde
Farmácias da rede municipal entregaram quase 3 bilhões de unidades de medicamentos em 2025

Farmácias da rede municipal garantem acesso a medicamentos e orientação farmacêutica à população (Acervo/Ascom)
No Dia Nacional da Farmácia, celebrado nesta quarta-feira (5), a Prefeitura de São Paulo destaca a ampliação do acesso da população a medicamentos e serviços farmacêuticos. O número de farmácias nos equipamentos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) aumentou cerca de 10%, passando de 629, em 2021, para 689, em 2026, sem incluir as farmácias hospitalares. Já a quantidade de unidades de medicamentos e insumos entregues nas farmácias públicas municipais apresentou crescimento de mais de 30%, passando de 2,23 bilhões em 2021 para 2,94 bilhões, em 2025.
“Praticamente todos os equipamentos municipais de saúde são providos de farmácias, com o objetivo de ampliar o acesso da população ao tratamento necessário. Vale destacar que as farmácias públicas municipais são procuradas tanto pelos pacientes da rede pública de saúde como também por aqueles que utilizam a rede particular ou convênio, e até por pessoas outros municípios, o que aumenta a demanda”, diz Regiane Amorim, coordenadora da Área Técnica de Assistência Farmacêutica da SMS.
Cada tipo de equipamento tem sua estratégia para dispensação de medicamentos. As 483 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por exemplo, entregam medicamentos diretamente à população, mediante prescrição; em outros, como os Hospitais Municipais, eles são exclusivos para procedimentos com pacientes; e há aqueles que apresentam perfil misto, com dispensa externa e interna, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), os Hospitais Dia (HDs) e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Relação de medicamentos
Atualmente, a rede municipal oferece gratuitamente 540 medicamentos, sendo que 303 estão disponíveis para entrega à população. A Relação Municipal de Medicamentos (Remume) é estabelecida a partir da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), padronizada pelo Ministério da Saúde.
A lista municipal contempla medicamentos alopáticos, fitoterápicos e homeopáticos, tanto para doenças crônicas quanto agudas. “Todas as farmácias têm a mesma lista de medicamentos, mas a quantidade varia de acordo com a demanda do equipamento. Por exemplo, um Caps terá uma quantidade menor de analgésicos do que uma UBS”, explica Regiane.
Para saber se o remédio prescrito está disponível na rede e onde pode ser retirado, baixe o aplicativo e-saúdeSP e acesse a função Remédio na Hora. O e-saúdeSP, que reúne múltiplos serviços e informações sobre a jornada dos usuários na saúde pública paulistana, pode ser baixado pelo Google Play ou Apple Store.
Mudança de perfil
Já a quantidade de farmacêuticos que trabalham nos equipamentos praticamente dobrou: de 794, em 2021, para 1.507, em 2025. Como resultado, os atendimentos realizados nas farmácias municipais aumentaram 32%, passando de 30,9 milhões para 40,9 milhões entre 2021 e 2025. No mesmo período, as consultas farmacêuticas, importante ferramenta para orientação sobre o uso corretos dos medicamentos, subiram 544%, passado de 72 mil para 464 mil.
A atuação dos profissionais foi ampliada com a Portaria nº 1.918/2016, da SMS-SP, que permite aos farmacêuticos realizar atendimento clínico, integrando-os às equipes multiprofissionais e indo muito além da gestão logística da farmácia. Como resultado, o número de procedimentos realizados por farmacêuticos aumentou cerca de 600% nos últimos cinco anos, passando de 166 mil, em 2021, para 1,16 milhão, em 2025.
“O atendimento farmacêutico hoje compreende muitas vertentes, o profissional orienta sobre o uso racional de medicamentos em doses corretas e pelo tempo adequado, e também verifica se a substância promove alguma reação adversa ou se interfere com outros medicamentos”, diz Regiane.
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