Secretaria Municipal da Saúde
Leishmaniose
Leishmaniose
Doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, que apresenta diferentes formas clínicas e ocorre principalmente em regiões tropicais e subtropicais.
As principais formas clínica são a leishmaniose visceral (LV) e a leishmaniose tegumentar (LT), que se diferenciam quanto às espécies do parasito envolvidas, aos reservatórios e às manifestações clínicas.
A leishmaniose visceral é a forma mais grave, e uma doença sistêmica que pode acometer vários órgãos, como fígado, baço e medula óssea, enquanto a leishmaniose tegumentar acomete principalmente pele e mucosas.
Como é transmitida?
A doença é transmitida pela picada de fêmeas infectadas de flebotomíneos, insetos pequenos, geralmente de coloração clara ou amarelada, conhecidos popularmente como mosquito-palha, birigui, asa-dura, tatuquira, entre outros nomes. Esses insetos podem estar presentes em áreas rurais, periurbanas e urbanas, dependendo das condições ambientais. O inseto adquire o parasito ao se alimentar do sangue de um hospedeiro infectado e pode transmiti-lo ao picar outra pessoa ou animal.
Na leishmaniose visceral (LV), o cão é o principal reservatório do parasito em áreas urbanas.
Na leishmaniose tegumentar (LT), diferentes espécies de animais silvestres participam do ciclo de transmissão. Os animais domésticos podem ser infectados, mas não são considerados, de forma geral, reservatórios comprovados das espécies causadoras da doença em humanos.
Nas Leishmanioses a transmissão não ocorre diretamente entre pessoas ou pelo contato com animais infectados. Ela depende da participação do flebotomíneo infectado, que atua como vetor da doença.
Quais são os sintomas?
Os sinais e sintomas variam de acordo com a forma clínica da doença.
Leishmaniose visceral (LV): caracteriza-se principalmente por febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza e anemia. É uma doença sistêmica e, quando não tratada, pode evoluir para formas graves e levar à morte.
Leishmaniose tegumentar (LT): manifesta-se principalmente por lesões na pele e/ou mucosas. A forma cutânea geralmente provoca uma ou mais úlceras, frequentemente indolores, com bordas elevadas e fundo granuloso. Na forma mucosa, podem ocorrer lesões, principalmente no nariz, boca e garganta.
Tratamento
O diagnóstico e tratamento para as leishmanioses estão disponíveis na rede pública de saúde.
O diagnóstico e a definição do tratamento devem ser realizados por profissionais de saúde, de acordo com a forma clínica da doença e as características de cada paciente.
Na leishmaniose visceral (LV), o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível, pois se trata de uma doença grave que, quando não tratada, pode evoluir para complicações graves e óbito. Diante de sinais e sintomas compatíveis, é i
Na leishmaniose tegumentar (LT), o tratamento também deve ser indicado por profissional de saúde. A escolha da terapêutica depende da forma clínica da doença, do número, localização e extensão das lesões, da espécie de Leishmania envolvida e das condições clínicas do paciente.
O tratamento adequado contribui para a cura e para a redução do risco de complicações. Por isso, diante de lesões de pele ou mucosas persistentes ou de sintomas compatíveis com leishmaniose, procure uma unidade de saúde para avaliação.
Prevenção
Algumas medidas básicas são essenciais para prevenir a transmissão da doença, como usar repelentes, manter a limpeza e higiene nas residências e usar mosquiteiro com malha fina.
Também é recomendado que se evite a criação de porcos e aves em áreas urbanas, mantenha a casa e quintal livre de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeira e frutas.
Para os tutores de cães, recomenda-se adotar a guarda responsável do animal, mantendo-o em ambientes telados com malha fina durante o período de maior atividade do vetor que é do entardecer ao amanhecer, além de colocar coleira repelente no pet.
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