Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026 | Horário: 11:00
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Linha de Cuidado do AVC alcança todas as regiões de São Paulo

Nova capacitação, na região central, reuniu 120 profissionais para alinhar protocolos de resposta rápida e consolidar a parceria entre município e estado

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da Secretaria Executiva de Atenção Hospitalar (Seah), realizou, nesta segunda-feira (28), a capacitação “Atendimento ao AVC Agudo: da triagem à reperfusão”, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no centro da cidade. O evento, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), reuniu mais de 100 profissionais – entre médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e demais membros das equipes de saúde. O objetivo é fortalecer o reconhecimento precoce, o manejo inicial e o encaminhamento ágil de pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC).
 
Com esta edição, a capacitação da Linha de Cuidado do AVC da SMS contemplou todas as regiões do município: sul, norte, leste, oeste, sudeste e, agora, centro. 

A mesa de abertura do encontro reforçou a importância da integração entre município, estado e instituições parceiras. O painel contou com a presença do secretário adjunto da Saúde do Município de São Paulo, Mauricio Serpa; do secretário-executivo de Atenção Hospitalar (Seah), José Carlos Ingrund; da assessora técnica do gabinete da SES-SP, Elisabete Liso; do provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, José Manssur; dos superintendentes da Santa Casa, Rogério Pecchini e Maria Dulce Cardenuto; e de Maurício Augusto Gonçalves, que coordena as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede municipal.

O secretário adjunto Mauricio Serpa destacou a importância de se levar a capacitação a todos os polos da cidade. “Esse não é um trabalho de um só, é uma ação multidisciplinar que envolve uma cadeia desde a UPA, do atendimento pré-hospitalar do Samu, desde a chegada ao hospital para a realização do exame, para a tomada de decisão se vai utilizar o trombolítico ou não. Conseguimos concluir as seis regiões com a importante colaboração de todos vocês", declarou. Serpa relatou, inclusive, um episódio pessoal ocorrido há pouco mais de um mês, quando sua mãe sofreu um AVC grave e foi salva pela eficiência da rede, ficando praticamente sem sequelas.

O destaque ao fluxo de atendimento desenvolvido e implementado na rede municipal de saúde também marcou a fala do secretário-executivo de Atenção Hospitalar (Seah), José Carlos Ingrund: “Essa capacitação aproxima profissionais e serviços, alinha condutas e transforma protocolos em práticas assistenciais efetivas”, afirmou. 

Ciclo de palestras 
A programação do evento prosseguiu com a apresentação “Atendimento ao AVC na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo: fortalecendo a resposta rápida e qualificada para salvar vidas e reduzir sequelas”, conduzida pela neurologista Vivian Gagliardi, coordenadora da Linha de Cuidado da Santa Casa. Em seguida, Gislane Fazzolari, assessora técnica da Seah e coordenadora do projeto da Linha de Cuidado do AVC 360 na SMS, apresentou o panorama do projeto na rede municipal traçando uma linha do tempo iniciada em 2014 até a grande evolução a partir de 2023, quando teve início o desenho da rede integrada na perspectiva da Linha de Cuidado.

A programação também contou com palestras sobre a regionalização do protocolo, o atendimento ao AVC nas UPAs e o papel decisivo do atendimento pré-hospitalar, realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Impacto da Linha de Cuidado do AVC 360
A Linha de Cuidado da Rede AVC Integrada 360 é um modelo assistencial integrado que organiza e conecta os serviços de urgência, emergência, hospitais, telemedicina, diagnóstico, tratamento, reabilitação e acompanhamento pós-alta, garantindo atendimento contínuo, oportuno e padronizado ao paciente com AVC em todas as fases do cuidado. Seu objetivo é reduzir o tempo até o tratamento, ampliar o acesso às terapias de reperfusão, diminuir a mortalidade, reduzir sequelas e promover a recuperação funcional dos pacientes.

Implantado em 2023 e expandido para o modelo integral em maio de 2025, o projeto traz resultados concretos: a rede paulistana saltou de 425 trombólises em 2023 para 754 em 2025, somando 414 procedimentos apenas de janeiro a julho de 2026. Na ponta, a integração do Samu – que capacitou 2 mil profissionais e introduziu o uso de aplicativo com pré-notificação hospitalar – resultou em um aumento de 62% na confirmação de casos a distância. Paralelamente, o município utiliza a plataforma de telemedicina Telestroke, que, até setembro de 2026, já discutiu mais de 2,1 mil casos suspeitos de AVC para qualificar a decisão clínica. 

O sucesso dessas frentes colocou São Paulo em destaque global. Na última semana, diversas unidades da capital conquistaram a certificação internacional Angels Awards, chancelada pela World Stroke Organization (WSO). Hospitais municipais e bases regionais do Samu foram condecorados nos graus Diamond, Platinum e Gold.

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