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Terça-feira, 7 de Abril de 2026 | Horário: 17:51
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Unidades Básicas de Saúde da Prefeitura resolvem 86% dos casos médicos no próprio território

Com investimentos recordes e ampliação da rede, sistema tem capacidade de atender e tratar a população sem necessidade de encaminhamento a consultas especializadas

No Dia Mundial da Saúde, a Prefeitura comemora a alta taxa de resolução dos casos médicos, 86%, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) nos próprios territórios. O resultado é fruto de investimentos recordes e ampliação da rede e indica que, quanto maior a capacidade de resolver as demandas na região, menor a necessidade de direcionamento para outros pontos da rede municipal de saúde. 

Em 2025, de acordo com a Coordenadoria de Epidemiologia e Informação (Ceinfo) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), foram realizadas 15.880.235 consultas nas UBSs, das quais 13.703.325 (86%) tiveram resolutividade nos próprios serviços, sem necessidade de encaminhamento a consultas especializadas.

Segundo a coordenadora da Atenção Básica da SMS, Lígia Maria Brunetto Borgianni, os números são um termômetro da efetividade do cuidado. “Resolutividade significa a capacidade da Atenção Básica de acolher, avaliar e resolver as necessidades de saúde da população sem a necessidade de encaminhamento para outros níveis de atenção; quando conseguimos atingir esse objetivo, mostramos que a UBS está preparada para cuidar do usuário de forma integral e contínua”, explica.

A gestora ressalta que o resultado reflete uma combinação de investimentos históricos com ampliação da rede, fortalecimento das equipes e reorganização do processo de trabalho, com foco no cuidado integral e no atendimento próximo ao território onde as pessoas vivem. “Não se trata apenas de atender, mas de acompanhar o usuário e garantir que aquela necessidade de saúde tenha sido de fato resolvida. Isso envolve desde atendimentos clínicos até ações de prevenção, promoção e acompanhamento”, destaca.

Estratégia baseada no território e qualificação
Um dos pilares para alcançar esse resultado é a atuação das equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF). Atualmente, a cidade conta com 1.737 equipes da ESF e mais de 10 mil Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que realizam visitas porta a porta e desempenham papel fundamental na identificação de necessidades, no vínculo com a população e na continuidade do cuidado. “A presença das equipes no território permite conhecer a realidade da população, antecipar necessidades e atuar de forma preventiva. Isso aumenta significativamente a capacidade de resolução das UBSs”, afirma Lígia.

A estratégia adotada parte do princípio de que a maioria das demandas de saúde pode ser resolvida com o uso de tecnologias leves, como escuta qualificada, vínculo, acompanhamento e abordagens coletivas e individuais. Em consonância com as equipes da ESF, a rede municipal também conta com as 234 equipes multiprofissionais (eMulti), que fortalecem a capacidade de cuidado nas UBSs.

As equipes são compostas por profissionais como psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e educadores físicos, entre outros, que podem atuar em mais de uma unidade. Essa atuação integrada amplia o olhar sobre o usuário e aumenta a capacidade de resolução no próprio território.

Um exemplo concreto desse modelo é a UBS Paraisópolis I, que se destaca pelos altos índices de resolutividade ao investir no cuidado contínuo e na atuação integrada da equipe multiprofissional. A unidade estruturou um “cardápio” de atividades coletivas que fortalece as ações de prevenção e promoção da saúde e garante acompanhamento aos usuários até a realização de sua consulta com especialistas. “Aqui, a gente entende que o cuidado não se resume a encaminhar o paciente para o especialista. Mesmo quando há necessidade de avaliação em outro nível de atenção, esse paciente continua sendo acompanhado pela equipe da UBS. Por isso, organizamos grupos de cuidado com atuação multiprofissional para que os casos não se agravem”, explica a gerente da unidade, Bianca Leal.

A partir da oferta de uma variedade de grupos, a unidade, gerida pelo Einstein Hospital Israelita, consegue atender e impactar diretamente a vida dos usuários. Foi o caso de Hugo , de 6 anos, diagnosticado com Transtorno do espectro Autista (TEA), que passou a ser acompanhado por um grupo de estimulação infantil na própria UBS. “Eu senti que meu filho estava sendo assistido, mesmo sem ainda ter passado com o especialista”, relata a mãe, Karen Cristina do Carmo Silva. Segundo ela, a participação no grupo foi essencial para o desenvolvimento do filho: “O Hugo não interagia com outras pessoas, e o grupo ajudou ele a viver em sociedade, a se comunicar e ganhar mais autonomia”.

Outro fator determinante para o avanço desse resultado na rede municipal de saúde é o investimento na educação permanente dos profissionais. O município conta com o Planejamento Municipal de Educação Permanente (Plamep), que organiza as ações formativas em articulação com a Escola Municipal de Saúde (EMS), a partir das necessidades identificadas nos territórios. “Equipes completas, capacitadas e integradas são fundamentais para ampliar a capacidade de resposta da Atenção Básica. Isso permite que mais situações sejam resolvidas na própria UBS, com qualidade e segurança”, ressalta Lígia.

Investimento recorde, qualificação da rede e reconhecimento da população
O desempenho da Atenção Básica está diretamente ligado ao investimento realizado pela Prefeitura de São Paulo na área da saúde. De acordo com  o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, servidor público municipal há 38 anos, esses avanços são notórios graças aos investimentos da gestão municipal. Em 2025, foram destinados cerca de R$ 25 bilhões, um aumento superior a 150% em relação a 2016. Atualmente, 83% dos recursos da saúde são provenientes do próprio município. Zamarco reforça ainda que a gestão atual valoriza a técnica e a experiência dos profissionais, contribuindo nesta evolução diária em diferentes áreas da pasta. "Esse apoio faz toda a diferença no progresso da Saúde da cidade", diz o secretário.

Esse avanço também é impulsionado por parcerias estratégicas, como a firmada com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do programa Avança Saúde I, que contribui para a ampliação e modernização da infraestrutura da rede, especialmente na Atenção Primária. A iniciativa possibilitou a qualificação dos equipamentos, a incorporação de tecnologias e a melhoria das condições de atendimento à população.

Desde 2021, foram entregues mais de 100 novos equipamentos, entre eles sete novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Hoje, a rede de saúde da capital conta com mais de 1.000 unidades, sendo 481 UBSs, atuando de forma integrada com serviços como Caps e Centros Especializados em Reabilitação (CERs). Outro fator determinante foi a expansão do número de profissionais. Atualmente, São Paulo conta com cerca de 124 mil trabalhadores da saúde, sendo aproximadamente 25 mil médicos.

Na cidade de São Paulo, o fortalecimento da Atenção Básica como porta de entrada do sistema também se reflete na percepção da população. Em 2025, pelo quinto ano consecutivo, a saúde municipal foi apontada como o melhor serviço público da capital, segundo levantamento do Datafolha, resultado 'diretamente relacionado à ampliação do acesso, entrega de modernos equipamentos, aumento da cobertura vacinal, investimentos significativos em recursos humanos, presença das equipes nos territórios,  fortalecimento das linhas de cuidado e o uso de tecnologia de ponta, são alguns dos principais motivos desta resolutividade na Atenção Primária.

Linhas de cuidado e atenção integral
O modelo de Atenção Básica no município se organiza a partir de diferentes linhas de cuidado, que inclui consultas, ações de prevenção, acompanhamento de doenças crônicas e atividades coletivas, garantindo a integralidade da atenção. Essas linhas organizam o atendimento de forma contínua ao longo do tempo, contemplando diferentes ciclos de vida e condições de saúde, como saúde da criança, da mulher, da pessoa idosa, saúde mental e doenças crônicas, entre outras.

Também na saúde bucal o atendimento está presente, em 446 UBSs, com 358.987 primeiras consultas e 270.208 tratamentos concluídos na Atenção Básica em 2025. Entre 2021 e 2025, também foram realizados mais de 2,6 milhões de atendimentos odontológicos de urgência na rede. Outro destaque são as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), ofertadas em todas as UBSs, com mais de 27 modalidades. Em 2025, foram registrados 724.796 procedimentos individuais e coletivos.

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