Criação: 07/10/26 14:25

De transporte hidroviário a combate a enchentes, Prefeitura tem quatro projetos premiados pela engenharia nacional

Obras municipais foram reconhecidas em quatro categorias do PMMO 2026, que selecionou 20 empreendimentos de sete estados

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A Prefeitura de São Paulo teve quatro obras reconhecidas no Prêmio Melhores e Maiores Obras 2026 (PMMO), promovido pelo Instituto de Engenharia e pela ConVisão CNC – Central de Notícias da Construção. O Aquático-SP, o novo Terminal Itaquera, o Complexo Viário Pirituba–Lapa e o Túnel-Reservatório Gaivota–Ibijaú estão entre os 20 empreendimentos premiados nesta edição, que reuniu projetos públicos e privados de diferentes regiões do Brasil.

Na edição de 2025, a Prefeitura já havia vencido o prêmio com as obras da Avenida Santo Amaro, da Ponte Grajaú - Graúna-Gaivotas, do Túnel sob a Avenida Cecília Lottenberg, do Reservatório Antonico 2 e da Passarela Ciccillo Matarazzo.

A cerimônia de premiação ocorreu nesta terça-feira (6), durante a Semana Nacional da Engenharia, na sede do Instituto de Engenharia, em São Paulo.

As quatro iniciativas municipais foram reconhecidas em diferentes categorias. O Aquático-SP recebeu o prêmio em Transporte Alternativo; o Complexo Viário Pirituba–Lapa, em Urbanização; o Terminal Itaquera, em Transporte Urbano; e o Túnel-Reservatório Gaivota–Ibijaú, em Combate a Enchentes.

Ao todo, foram selecionadas 20 obras nos grandes segmentos de Edificações, Indústrias, Mobilidade e Infraestrutura. A relação reúne empreendimentos localizados em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pará, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

O Prêmio Melhores e Maiores Obras é uma das principais iniciativas de valorização das realizações da engenharia brasileira. Diferentemente de premiações voltadas exclusivamente a empresas ou personalidades, o PMMO tem como foco as próprias obras e projetos, as soluções de engenharia empregadas e os benefícios proporcionados à sociedade.

Os trabalhos inscritos foram avaliados considerando sua representatividade, características técnicas e benefícios para a sociedade. A edição de 2026 reúne desde hospitais e centros educacionais e culturais até sistemas ferroviários, rodoviários e aquaviários, obras de saneamento, energia, drenagem urbana, portos e grandes instalações industriais.

Para o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Marcos Monteiro, a premiação valoriza não apenas os projetos desenvolvidos, mas também o trabalho e a dedicação de todos os profissionais envolvidos. “Receber o reconhecimento de entidades renomadas do setor reforça a importância de uma engenharia pública cada vez mais moderna e comprometida com o bem-estar da população”, destacou.

Aquático-SP

Primeiro serviço municipal de transporte hidroviário da cidade, o Aquático-SP foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e  pela SPTrans. Inaugurado em 2024, mudou a forma de deslocamento entre os bairros Mar Paulista e Cantinho do Céu, na Zona Sul.

Antes da implantação do serviço, a ligação entre as duas regiões era feita apenas por via terrestre, com duração média de 1h20 e a necessidade de utilização de ao menos duas linhas de ônibus. Atualmente, a travessia pela Represa Billings é realizada em 17 minutos, em um percurso de 5,6 km.

Os dois terminais hidroviários têm integração com as linhas 606C/10 Circular – Cantinho do Céu e 627M/10 Mar Paulista – Term. Santo Amaro. Desde a inauguração, o Aquático-SP já beneficiou mais de 1,4 milhão de passageiros em cerca de 74 mil viagens.

Complexo Viário Pirituba–Lapa

A Ligação Viária Pirituba–Lapa ampliará a conexão entre as zonas Norte e Oeste da capital, com a construção de uma ponte sobre o Rio Tietê e a implantação de novas ligações viárias.

O projeto contempla o alargamento da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, faixas exclusivas para ônibus, ciclovia, melhorias no sistema de drenagem e uma nova passagem inferior sob a Linha 8–Diamante da CPTM.

A ponte terá circulação em mão dupla, ciclovia e faixa exclusiva para ônibus, ampliando a integração entre os diferentes modais. As intervenções também contribuirão para melhorar a fluidez do trânsito e reduzir os congestionamentos nas pontes Anhanguera e do Piqueri, além das conexões com a Marginal Tietê.

Terminal Itaquera

Com 36 mil m², o novo Terminal Itaquera está sendo construído ao lado do atual e ampliará a capacidade de atendimento às linhas de ônibus, facilitando a integração com a Linha 3–Vermelha do Metrô e a Linha 11–Coral da CPTM.

A estrutura terá três pavimentos e dois subsolos destinados a estacionamento. A ampliação contribuirá para aprimorar a integração entre os diferentes modais de transporte e atender à crescente demanda de passageiros da região, com potencial de beneficiar cerca de 430 mil pessoas diariamente.

Túnel-Reservatório Gaivota–Ibijaú

A obra de combate às enchentes em Moema, na Zona Sul, emprega uma tecnologia que permite a construção de reservatórios subterrâneos sem a necessidade de intervenções em grandes áreas.

No cruzamento da Avenida Ibijaú com a Rua Gaivota, o equipamento em execução é formado por um poço central de 18 metros de diâmetro e 27 metros de profundidade. As galerias terão aproximadamente 9,40 metros de altura e se estenderão por 250 metros sob a Rua Gaivota, nos sentidos das avenidas Rouxinol e Macuco.

O sistema terá capacidade para armazenar até 24 mil metros cúbicos de água, volume equivalente a quase dez piscinas olímpicas. Para ampliar a capacidade de drenagem da região, também será implantada uma galeria de microdrenagem, com novas bocas de lobo e poços de visita, estruturas que facilitam a manutenção do sistema.

Projetos de todo o País

As quatro obras municipais foram selecionadas em uma edição que evidencia a diversidade da engenharia desenvolvida no Brasil. Entre os demais premiados estão a expansão do MASP e o Centro de Estudos do Incor, na capital paulista, e a expansão da Toyota, em Sorocaba; o Complexo Hospitalar de Reabilitação Silvio Santos, no Paraná; o VLT de Salvador, na Bahia; o Porto Futuro II, no Pará; plantas de filtragem de rejeitos da Gerdau, em Minas Gerais; e o Complexo Solar Seriemas, em Mato Grosso do Sul.
 

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