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Sábado, 14 de Fevereiro de 2026 | Horário: 15:06
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Carnaval no Anhembi amplia acessibilidade e garante inclusão no maior espetáculo da cidade

Samba com as Mãos, cabine de audiodescrição e transporte acessível asseguram autonomia e participação plena de pessoas com deficiência nos desfiles de 2026

O desfile das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi consolida em 2026 uma política estruturada de acessibilidade promovida pela Prefeitura de São Paulo, com ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência. Lideradas pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), em parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), iniciativas como o projeto “Samba com as Mãos”, que traduz os sambas-enredo dos Grupos Especial e Acesso I para Libras, e a cabine de audiodescrição instalada no Sambódromo garantem acesso à informação, contexto cultural e emoção do espetáculo. 

“Estive com a Regina [Nunes, esposa] no lançamento do Samba com as Mãos na Rosas de Ouro, que há 20 anos têm uma ala que cuida dessa questão da acessibilidade, da inclusão. Temos aqui uma área super bacana para as pessoas com deficiência visual poderem ver pelo escutar, com a audiodescrição. Temos um carnaval em São Paulo que tem toda uma preocupação com a acessibilidade”, destacou o prefeito Ricardo Nunes durante a abertura dos desfiles das escolas de samba 2026.

As ações de inclusão no Anhembi são lideradas pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), em parceria com outros órgãos como a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP). Entre as principais iniciativas que destacam a presença e visibilidade de pessoas com deficiência nos eventos estão dois projetos importantes:"É uma oportunidade para trazer as pessoas com deficiência para dentro do Sambódromo e poder viver toda essa maravilha que é o Carnaval. Tenho certeza de que será maravilhoso", contou a secretária da Pessoa com Deficiência, Silvia Grecco.

Samba com as Mãos – tradução em Libras
O “Samba com as Mãos” é um projeto da Prefeitura voltado especialmente para pessoas surdas e com deficiência auditiva. Ele consiste na tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) dos sambas-enredo das escolas de samba que desfilam no Anhembi.

Além de traduzir os sambas-enredo das escolas dos Grupos Especial e Acesso I para Libras, ele permite que pessoas surdas ou com deficiência auditiva compreendam letras, histórias e significados das músicas que fazem parte da tradição do Carnaval, por meio de intérpretes especializados em Libras, que participam da pesquisa e tradução do conteúdo, incluindo expressões culturais e palavras específicas que fazem parte do universo do samba. Os vídeos com as traduções são produzidos pela Prefeitura de São Paulo e ficam disponíveis nas redes sociais da SMPED.

Essa ação é fundamental para tornar o Carnaval mais acessível e inclusivo para a comunidade surda, garantindo que ninguém perca o sentido e a emoção das letras que contam histórias de cultura, luta, identidade e ancestralidade.


Audiodescrição dos desfiles
Você sabia que uma pessoa sem ou com baixa visão pode ir ao Anhembi e “assistir” os desfiles? O serviço de audiodescrição  durante os dias de desfiles no Anhembi transforma em palavras aquilo que pessoas cegas ou com deficiência visual não conseguem ver, como:

Formas dos carros alegóricos;
Cores e brilhos das fantasias;
Gestos, expressões dos integrantes das escolas;
Movimento e energia do espetáculo.

E como isso funciona na prática? Em uma cabine especial de audiodescrição instalada no Sambódromo do Anhembi, profissionais treinados em audiodescrição observam o desfile e narram tudo em tempo real. Essa narração é transmitida ao vivo, inclusive pelo canal da SMPED no YouTube, para quem está presente ou acompanhando de casa. Antes dos desfiles, os audiodescritores estudam materiais sobre cada escola e seu samba-enredo, para enriquecer a narrativa com contexto histórico, símbolos e detalhes culturais. Essa ação reduz a barreira visual e promove o direito à fruição cultural para pessoas com deficiência visual, apoiando sua participação plena no maior espetáculo da folia paulistana.

Moradoras da Zona Leste, as amigas Maria Aparecida Damásio, “Musa”, (69), e Valéria Teresa Silva di Versoza (58) aprovaram a iniciativa. “Nós já tínhamos vindo antes, inclusive à trabalho e está cada vez mais maravilhoso. Nós duas já enxergamos, mas perdemos a visão há alguns anos. E estar aqui hoje nos faz reviver muitas memórias, é muito gostoso, principalmente quando a bateria bate forte e começamos a sambar, mesmo sem saber” 

Além desses dois grandes pilares — Samba com as Mãos e audiodescrição — outras iniciativas complementares também fazem parte da experiência inclusiva do Carnaval no Anhembi, como:

Interpretação de Libras durante as apresentações;
Ambientes e serviços com acessibilidade física;
Materiais informativos acessíveis.

“Eu só espero que o Carnaval aqui de São Paulo seja cada vez mais bonito e inclusivo”, disse Sofia Santos da Silva, 10 anos, cadeirante. 

Atende
Outro reforço importante na estrutura de inclusão do Carnaval é o Serviço Atende, da Prefeitura de São Paulo, que garante transporte gratuito e acessível para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. 

Coordenado pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito, o Atende opera com vans adaptadas, equipadas com elevadores e dispositivos de segurança, permitindo que o público chegue ao Sambódromo do Anhembi com conforto e autonomia. 

Durante grandes eventos, como os desfiles de Carnaval, o serviço é fundamental para ampliar o acesso, garantindo que a experiência inclusiva comece antes mesmo da entrada na avenida e reafirmando o compromisso da cidade com o direito de ir e vir.
 

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