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Escolas Municipais de São Paulo aderem a festas e cultura de imigrantes para facilitar aprendizado

A rede pública de ensino municipal de São Paulo, comandada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), conta atualmente com mais de 13 mil estudantes imigrantes de diferentes nacionalidades em mais de 4 mil unidades educacionais. O Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Perus I (391), e as EMEFs Anália Franco Bastos (157), Edgard Cavalheiro (147), Duque de Caxias (138) e Espaço de Bitita (134) são as cinco escolas municipais que contam com mais alunos não brasileiros.
O Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Perus I é a escola líder quando o assunto é quantidade de alunos imigrantes – ao todo são 391 alunos. Seus países de origem são: Colômbia (1), República Dominicana (1), Haiti (386), Burkina Fasso (2) e Turquia (1).
“Estudo no CIEJA Perus há cinco anos. Uma das maiores coisas que fiz na vida foi fazer parte do CIEJA Perus para aprender a língua portuguesa. Tive bastante dificuldade no começo”, afirmou Johnny Jordany, aluno do Módulo IV (equivalente ao 8º e 9º ano do ensino fundamental). Ele destaca também o acolhimento e a metodologia da unidade.
O CIEJA oferece Ensino Fundamental (1ª à 8ª série) para jovens e adultos acima de 15 anos. Para acolher as centenas de estrangeiros e facilitar o aprendizado, a direção da unidade adequou seu Projeto Político Pedagógico (PPP) a atividades, oficinas e ambientações dos costumes das nações dos estudantes.
“Promovemos a Festa da Cultura (brasileira e imigrante). No último final de semana do mês de maio, celebramos também o Dia da Bandeira do Haiti”, conta a diretora do CIEJA Perus I, Franciele Busico Lima. A alimentação também é uma forma utilizada para acolher os imigrantes. “Sempre temos as músicas, costumes e comidas integradas às brasileiras”, afirma Lima. Em almoços temáticos, são servidos pratos típicos haitianos, como: frango Biryani e Fritay, por exemplo.
Formação
Universidades e pesquisadores produzem artigos científicos a respeito da migração encontrada no CIEJA Perus. Também é desenvolvida uma oficina chamada Criolo Haitiano, em que alunos haitianos e professores aprendem juntos as duas línguas, tanto o português quanto o Criolo haitiano. A grade curricular também contempla oficinas de Língua Portuguesa, ferramentas digitais e saúde e bem-estar.
“Me sinto muito bem em estudar em uma escola pública no Brasil. Isso abre várias oportunidades. Encontramos uma professora que nos ajuda a aprender novas palavras”, relatou Jean Yves Laurore, 26 anos, estudante do 4º módulo (equivale ao 8º e 9º ano do ensino fundamental).
Nacionalidades na Liberdade
A EMEF Duque de Caxias, localizada no bairro da Liberdade, conta com 138 alunos imigrantes, o que equivale a 15,3% de estudantes da instituição, de 16 diferentes nacionalidades. Eles são: oito da Bolívia, 47 do Haiti, 13 da Venezuela, 44 da Angola, 2 de Guiné, dois da Tunísia, 5 da Guiné Bissau, dois do Paraguai, seis da Colômbia, 1 do Japão, 1 da República Dominicana, 1 do Peru, 3 do Congo, 2 de Moçambique, 1 da Síria.
A escola também atua em projetos voltados ao fortalecimento das raízes dos imigrantes. “Há oficinas de trabalho com os alunos migrantes que abordam temas como: inclusão, diversidade cultura, promoção da paz e convivência harmoniosa”, disse o Assistente de Diretor da Escola, Vinicius Rolim Dellanava.
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