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Sábado, 17 de Janeiro de 2026 | Horário: 13:17
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Histórias de profissionais da rede municipal de saúde ganham reconhecimento internacional

Trabalho desenvolvido com 14 povos indígenas aldeados na capital foi o tema apresentado em conferência realizada em novembro

As histórias de profissionais da rede municipal de saúde da cidade de São Paulo ganharam destaque internacional por meio do Boletim Gente, publicação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O trabalho foi selecionado pela curadoria da 1ª Conferência Internacional de Tecnologias Sociais da Memória, realizada em novembro, e apresentado como case na categoria de histórias digitais (storytelling) para uma plateia internacional.

O tema escolhido para representar o GenteGente.doc foi o trabalho desenvolvido com 14 povos indígenas aldeados na cidade de São Paulo. A iniciativa foi apresentada durante a conferência promovida pelo Museu da Pessoa, em parceria com o Sesc Centro de Pesquisa e Formação e o StoryCenter, sob o tema “Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas”.

Entre os episódios destacados está o do profissional de educação física Américo Rasquinho, que atua com Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) na prevenção em saúde junto à população indígena atendida pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) Vargem Grande, Vera Poty e Anexo Krukutu, na região de Parelheiros.

Outra edição trouxe a experiência da médica Tatiana Medeiros, que desenvolveu um trabalho voltado à redução da gravidez na adolescência na região de Parelheiros. A iniciativa envolveu ações de informação, ampliação do acesso à contracepção e atuação próxima à comunidade, contribuindo para a diminuição dos casos e para a ampliação das perspectivas de futuro das adolescentes.

Equidade, diversidade e inclusão

A retrospectiva também reuniu histórias de profissionais que atuam na promoção da equidade e da diversidade na rede municipal. É o caso de Fernanda Aguiar, coordenadora da Assessoria de Planejamento (Asplan), que lidera o processo de construção do Plano Municipal de Saúde com participação social. Atualmente, as mulheres representam 74% da força de trabalho da Secretaria Municipal da Saúde.

No Hospital Municipal Guarapiranga, a enfermeira Shirley Ferreira Schunck desenvolveu projetos voltados à humanização e à qualificação da gestão de leitos, fortalecendo vínculos com pacientes de longa internação e seus familiares.

A terapeuta ocupacional Paula Pavan Antonio compartilhou sua experiência de retorno ao trabalho após a maternidade, destacando o apoio da sala Pontos de Afeto, localizada no edifício-sede da Prefeitura. O espaço integra a política de acolhimento às mulheres da Secretaria de Gestão (Seges) e possibilita a conciliação entre trabalho e amamentação.

A história de Adelaide Cascais dos Santos evidenciou a importância da inclusão no ambiente de trabalho. Com baixa visão decorrente de albinismo ocular, ela atua na regulação da UBS Jardim Mitsutani, onde, com o apoio da equipe, desenvolve suas atividades profissionais sem que a deficiência visual represente um impedimento.

Na área da saúde bucal, o cirurgião-dentista Iago Ferreira de Souza criou o personagem Dentão como estratégia para aproximar crianças do cuidado preventivo, transformando o medo do atendimento odontológico em aprendizado e acolhimento.

Encerrando o ano, o boletim apresentou a trajetória da assistente administrativa Elizama Ferreira da Silva, do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (Cejam). Com mais de 20 anos de atuação na área da Saúde, sua história é marcada pelo compromisso com a equidade, a defesa das populações em situação de vulnerabilidade e o fortalecimento do cuidado humanizado.

Destaques da edição

Os episódios publicados ao longo do ano também deram voz aos profissionais da rede municipal, que compartilharam reflexões sobre suas trajetórias, desafios e o impacto do trabalho desenvolvido na rede municipal de saúde.

Para a assistente administrativa Elizama Ferreira da Silva, do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (Cejam), a representatividade é um fator fundamental no serviço público. “Como mulher negra, quero inspirar outras pessoas. Quando podemos trazer esperança e fazer com que elas reflitam e entendam que são capazes, é possível sair de um lugar difícil e caminhar para outro, onde mudanças podem acontecer”, afirmou.

A coordenadora da Assessoria de Planejamento (Asplan), Fernanda Aguiar, destacou a importância da trajetória profissional como instrumento de transformação. “É muito gratificante saber que minha história pode contribuir com outras mulheres e ajudar a reduzir a desigualdade imposta às mulheres em cargos de gestão”, disse.

Já o profissional de educação física Américo Rasquinho ressaltou o valor dos vínculos no cuidado em saúde, especialmente no trabalho realizado com comunidades indígenas. “Os pacientes se importam muito mais com a presença do que com coisas materiais. Eles atribuem valor à convivência, à amizade e ao cuidado coletivo”, destacou.

 

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