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Sexta-feira, 7 de Março de 2014 | Horário: 14:42
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Carnaval de Rua 2014 reúne um milhão de pessoas na cidade

Realizado de forma oficial pela primeira vez em 2014, o Carnaval de Rua de São Paulo deixou a clandestinidade e mudou o perfil da festa na capital. O paulistano, que antes era espectador do Carnaval no sambódromo, agora entrou também no circuito da folia nas ruas da cidade, na avaliação dos secretários municipais de Governo, Chico Macena, e de Cultura, Juca Ferreira, e do vice-presidente da SPTuris, Italo Cardoso, que participaram de coletiva nesta sexta-feira (7). Segundo eles, a experiência inédita de cooperação entre poder público e blocos melhorará o planejamento e a organização para o evento de 2015.


“O Carnaval de Rua na cidade sempre existiu. O que aconteceu é que uma parte estava criminalizada e muitos estavam escondidos, como medo de serem criminalizados. Pela primeira vez nós estabelecemos um diálogo com todos os blocos na cidade. Justamente este diálogo permitiu que nós tivéssemos a dimensão do tamanho do Carnaval em São Paulo. É este diálogo que vai permitir que no próximo ano nós possamos ter um evento melhor”, avaliou o secretário Chico Macena.


O secretário Juca Ferreira estima que um milhão de pessoas participaram dos desfiles de 200 blocos, dos quais 172 estavam cadastrados junto à Prefeitura. Ele atribui a grande adesão dos foliões ao processo de transição para a legalidade das festas. Com este novo modelo, é possível planejar a instalação de banheiros químicos, atendimento médico, limpeza e segurança.

“Demos um passo adiante reconhecendo o direito da população de celebrar a festa mais popular do Brasil. A grande mudança de qualidade é um reconhecimento por parte do poder público da importância do Carnaval, que acontece independentemente da vontade e do reconhecimento do poder público”, disse o secretário Juca Ferreira.


Antecedência
Para 2015, a intenção é que o processo de planejamento do Carnaval ocorra até outubro de 2014. “Fechando toda a programação em outubro, publicando todas as regras e caderno de encargos, vamos permitir que as secretarias e subprefeituras que prestam serviço tenham tempo suficiente para planejar o Carnaval em um patamar perto do ideal”, explicou Juca Ferreira.


Serão discutidos com os blocos as regras e punições, aprimoramento dos percursos, a organização do trânsito, a localização dos banheiros e outros serviços oferecidos ao público.


Outra sugestão para 2015 é a regulamentação de um sistema de patrocínio para o Carnaval de Rua, por meio do oferecimento de espaços para publicidade. “A gente estava acostumado a ter um Carnaval muito voltado para a avenida, de exibição, e agora estamos construindo um carnaval de participação. Isto é muito importante”, apontou Ítalo Cardoso, vice-presidente da Spturis.


Os aprimoramentos de segurança e de organização vão prevenir a ocorrência de depredação durante o período de Carnaval. “Os atos de vandalismo são repudiados pela Prefeitura e o nosso entendimento é que eles foram manifestações que não fizeram parte do evento Carnaval. Nós temos um diálogo com a Polícia Militar para que estes atos sejam prevenidos”, afirmou Chico Macena.


Cadastro                                                                                                  
Em janeiro de 2014, a Secretaria Municipal da Cultura convidou os blocos da cidade a se cadastrar, com o objetivo de organizar melhor o evento na cidade. As agremiações apresentaram informações como local, data e horário das atividades, expectativa de quantidade de pessoas e sugestões para aprimoramento da infraestrutura do evento.


“O cadastro é o instrumento básico de trabalho. Os blocos aderiram e compreenderam o esforço da Prefeitura que não é de intervenção na lógica da folia, mas na organização da infraestrutura para reduzir impactos na dinâmica da cidade”, explicou Juca Ferreira. Outra vantagem da adesão era a divulgação pela Prefeitura da programação dos blocos cadastrados.


No dia 6 de fevereiro foi publicado no Diário Oficial da Cidade um decreto de regulamentação das festas, em que foi estabelecida a proibição de usar cordas, correntes e grades que inibam a livre circulação da população. O decreto também estabeleceu que os blocos não poderiam permanecer parados em pontos fixos.


O Carnaval de Rua de 2014 mobilizou 11 secretarias municipais, além do apoio da Polícia Militar. A administração municipal ofereceu 291 banheiros químicos para 56 blocos. Nos demais desfiles, os patrocinadores privados tiveram a responsabilidade financiar a instalação de sanitários para os foliões.


 

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