Notícia na íntegra

Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2021 | Horário: 10:37
Compartilhe:

Centros de Defesa e de Convivência da Mulher (CDCMs) prestam apoio às vítimas de violência

Mulheres podem receber atendimento psicossocial, orientações jurídicas e amparo social em qualquer um dos 15 centros espalhados pela capital

Você sabia que a Prefeitura de São Paulo conta com serviços que oferecem proteção e apoio a mulheres que sofrem violência doméstica? Atualmente, a rede de serviços da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) conta com 15 Centros de Defesa e de Convivência da Mulher (CDCMs), que atendem vítimas maiores de 18 anos.

“Temos muitos casos em que as mulheres nos procuram espontaneamente, mas os encaminhamentos geralmente são feitos pela Delegacia da Mulher, Defensoria Pública e outros serviços da rede socioassistencial como os Centros de Referências Especializados de Assistência Social (CREAS)”, explicou a gerente do CDCM Casa Verde, Renata Felintro.

Segundo ela, muitas mulheres têm receio de procurar o serviço porque acreditam que será necessário fazer uma denúncia ou se separar, o que não é verdade. “No CDCM, você vai contar a sua situação, receber orientações e saber quais são seus direitos”, disse. A partir daí, a vítima passa por uma triagem que identifica se ela deve ser direcionada ao atendimento psicossocial, à orientação jurídica ou receber outro encaminhamento.

“O advogado do CDCM não acompanha os casos, ele dá uma orientação jurídica. Os casos são encaminhados para Defensoria Pública para que seja feito o acompanhamento do caso”, explica Renata. O atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade não tem qualquer custo. Durante a pandemia, os serviços estão atendendo por telefone e presencialmente, neste caso com todos os cuidados sanitários recomendados - uso de máscaras, higienização das mãos e utilização de espaços mais ventilados, por exemplo.

Além do atendimento psicossocial e das orientações jurídicas, nos CDCMs as mulheres também podem participar de oficinas de artesanato, costura, tecelagem, empreendedorismo e geração de renda, entre outras atividades. “Temos casos onde a mulher conseguiu sair dessa situação de conflito com o agressor e se separou. Mas também temos casos onde a mulher começou a perceber que precisa se empoderar, saber dos direitos dela, sair para trabalhar”, contou a gerente do CDCM Casa Verde.

Renata Felintro explica que muitas mulheres demoram para procurar auxílio. “É importante que as mulheres saibam que existem serviços que vão atendê-las, prestar o acolhimento de forma diferenciada e sem julgamentos. Elas não devem ter vergonha, ninguém entra em um relacionamento para não dar certo, mas elas precisam pensar nelas. O mais importante é buscar ajuda, não ter vergonha e saber dos seus direitos”, finaliza.

Conhece alguma mulher que precise do atendimento ofertado nas unidades do Centro de Defesa e Convivência da Mulher (CDCM)? A relação com os endereços das unidades está disponível no site da SMADS.

Outros serviços

Em parceria com organizações sociais, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) mantém cinco centros de acolhida sigilosos, que oferecem acolhimento para mulheres, acompanhadas ou não de seus filhos, em situação de risco de morte ou ameaças em razão da violência doméstica e familiar ou que sofreram algum tipo de violência física, sexual, psicológica e/ou moral.

Quem precisar deste tipo de atendimento deve procurar os CREAS e os CDCMs. A Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) também conta com outros equipamentos de apoio à mulher, clique aqui para conhecê-los.

collections
Galeria de imagens

SECOM - Prefeitura de São Paulo
E-mail:
  imprensa@prefeitura.sp.gov.br
Facebook I  Twitter I  Instagram I  TikTok I  YouTube I  Acervo de Vídeos I  LinkedIn