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Quarta-feira, 28 de Maio de 2014 | Horário: 13:44
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Haddad defende responsabilidade compartilhada na destinação de resíduos sólidos

Em debate sobre os desafios para o tratamento adequado do lixo, o prefeito Fernando Haddad defendeu nesta quarta-feira (28) que a população, os empreendedores e o poder público devem agir em parceria para ampliar o reaproveitamento de resíduos. As melhores práticas no setor foram discutidas nesta manhã por fabricantes, distribuidores, comerciantes, consumidores e governo, em evento promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP) e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.


 


Para Haddad, o engajamento de toda a sociedade no tema traz benefícios ambientais e sociais. “Assumimos um compromisso de levar a reciclagem a sério. Não é só um compromisso com o meio ambiente, é um compromisso social importante. Mas é uma agenda que não depende só do Estado, depende também das pessoas. Nós temos que trabalhar muito a questão da consciência ambiental e mostrar para o cidadão que todo mundo pode colaborar com a cidade”, afirmou Haddad.


 


Durante o evento, o prefeito apresentou ações para o avanço no manejo de recursos sólidos, como as centrais mecanizadas de triagem da América Latina. “Há algumas iniciativas que vão produzir resultados de curto prazo muito significativos em São Paulo. Temos aterros sanitários compatíveis com a legislação ambiental, temos coleta que é referência no Brasil. Teremos agora as duas primeiras centrais mecanizadas de triagem da América Latina e com isso vamos multiplicar por três a nossa capacidade de reciclagem”, disse Haddad.


 


Com as centrais, a capacidade de processamento elevará de 1,8% para 6% o percentual de reciclagem na cidade. A meta da administração municipal é chegar a 10% até o final de 2016. “Se a gente lembrar que 40% do resíduo é seco, podemos falar de mais de 25% deste resíduo que vai ser reciclado, porque os outros 60% precisam ter outro destino, como compostagem”, afirmou Haddad.


 


Os equipamentos, localizados em Santo Amaro e na Ponte Pequena, são financiados pelas concessionárias Ecourbis e Loga como parte das obrigações contratuais formalizadas com a Prefeitura. Cada um tem capacidade de processar 250 toneladas de resíduos por dia. A ampliação da coleta seletiva e a instalação de quatro centrais automatizadas de triagem integram as metas 89 e 90 do Programa de Metas 2013-2016.


 


Política nacional


Ações para o máximo reaproveitamento possível dos resíduos são determinadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010. A legislação estabelece uma responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos.


 


“A lei diz que você não pode dispor em aterro sanitário o que pode ter outra destinação. Toda a carga orgânica pode passar por compostagem. O plástico, os metais e outros materiais não são lixo, são riqueza, são uma grande oportunidade de negócio”, explicou Rubens Rizek, secretário estadual adjunto de Meio Ambiente.


 


Entre os empreendedores, cada setor trabalha para desenvolver procedimentos adequados de logística reversa, que têm como objetivo viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. “Existem mais de 100 mil estabelecimentos comerciais no estado de São Paulo e a logística reversa envolve estes comerciantes, porque tudo o que se vende e o que será devolvido para os estabelecimentos passa pelo comércio. Daí a relevância desse evento”, disse José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP.


 


De acordo com a política nacional, há um prazo legal até 2 de agosto de 2014 para que os municípios organizem a coleta seletiva, instalem usinas de reciclagem e depositem o material orgânico apenas em aterros sanitários. A lei determina também que empresas criem e mantenham um sistema de retorno de produtos pós-consumo, principalmente para resíduos como embalagens de agrotóxicos ou de óleos lubrificantes, lâmpadas, medicamentos, óleos lubrificantes usados ou contaminados, pilhas e baterias, pneus e produtos eletroeletrônicos.



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Crédito: Fábio Arantes | Foto 1 | Foto 2 | Foto 3 | Foto 4 | Foto 5

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