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Quinta-feira, 27 de Maio de 2021 | Horário: 12:38
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Secretaria da Educação publica livro que conta a história de jovens e adultos que tiveram o direito ao ensino negado

O material revela o compromisso da pasta em atender às necessidades desses estudantes que, muitas vezes, vivenciam a exclusão e a invisibilidade social em seu dia a dia

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo divulga a publicação “CIEJAs na Cidade de São Paulo: Identidades, Culturas e Histórias”. O material é o registro sobre o histórico dos 16 Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos da cidade. Em 2021, estas unidades contam com cerca de 10 mil estudantes matriculados nos períodos diurno e noturno.

O livro traz narrativas que apresentam o processo de ressignificação pelos quais passaram as equipes dos antigos Centros Municipais de Ensino Supletivo (CEMES) até a consolidação do modo de trabalho e atendimento que os Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos (CIEJAs) oferecem atualmente aos estudantes que, por razões diversas, tiveram o direito à educação negado em algum momento das suas vidas.

A publicação possui 192 páginas e também fala sobre a diversidade e a pluralidade das identidades, culturas e histórias dos estudantes inseridos nos diferentes territórios da cidade que buscam nos CIEJAs um espaço de reconhecimento, acolhimento, integração e de construção de conhecimentos. Desta forma, levando-os à inserção aos bens culturais e às progressões das aprendizagens necessárias à sua formação integral no século XXI.

O material revela o compromisso das equipes em atender às necessidades e especificidades desses estudantes que, muitas vezes, vivenciam a exclusão e a invisibilidade social em seu dia a dia, e que encontram nos CIEJAs o acolhimento, o apoio, o encorajamento e a força para continuar lutando por dias melhores.

Acesse aqui o livro CIEJAs na Cidade de São Paulo: Identidades, Culturas e Histórias.

Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos

Os CIEJAs são equipamentos públicos municipais criados para garantir direitos aos jovens e adultos que não puderam estudar na intitulada “idade certa”. A atuação das unidades ocorre na direção de cumprir as três funções principais da Educação de Jovens e Adultos previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para essa modalidade, que são: reparar, qualificar e equalizar as aprendizagens. O público são pessoas acima de 15 anos até qualquer idade, atendidas nos períodos matutino, vespertino e noturno, com jornadas de estudo de 2h15 diárias.

As 16 unidades localizam-se em diversas regiões da cidade com o intuito de atender a população em maior vulnerabilidade, que foi sistematicamente excluída de seus direitos, visando combater, por meio do acesso à educação pública de qualidade, todas as formas de preconceito ou discriminação entre pessoas com diferenças de cultura, etnia, cor, identidade de gênero, orientação sexual, nacionalidade (migrantes e refugiados), origem e posição social, profissão, religião, opinião política, deficiência ou outra diversidade.

Na página 20 do caderno você encontra o mapa do CIEJAs na capital paulista que faz parte da pesquisa “Tecendo os fios da rede: o CIEJA Campo Limpo como possibilidade ao processo educacional e as redes de ações no território”, desenvolvida pelo pesquisador Diego Elias Santana Duarte, sob a orientação do prof. Dr. Nécio Turra Neto no programa de Pós-graduação em geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia – Campus Presidente Prudente, Universidade Estadual Paulista – Júlio de Mesquita Filho (FCT/UNESP/PP). Confira!

Educação de Jovens e Adultos

A EJA é uma modalidade da Educação Básica destinada aos jovens e adultos acima de 15 anos que não tiveram acesso e/ou não concluíram o Ensino Fundamental (1º ao 9º Ano).

O CIEJA é uma das formas de atendimento da Educação de Jovens e Adultos que, além desta, são: EJA Regular, EJA Modular, Movimento de Alfabetização (MOVA SP) e Centro Municipal de Capacitação e Treinamento (CMCT). A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo atende mais de 49 mil estudantes matriculados entre EJA, Educação Profissional e MOVA.

Atualmente, o perfil dos estudantes da EJA é heterogêneo e composto tanto por jovens que não concluíram o Ensino Fundamental no tempo regular, quanto adultos que buscam maior escolaridade devido às exigências do mundo do trabalho e idosos à procura dos processos de alfabetização, além de migrantes estrangeiros que querem melhorar seu aprendizado da Língua Portuguesa.

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