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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2026 | Horário: 19:24
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Prefeitura apresenta plano integrado para transformar Paraisópolis com recursos da Operação Urbana Faria Lima

Iniciativa organiza investimentos em infraestrutura, habitação, equipamentos públicos e meio ambiente e será submetida à audiência pública

A Prefeitura de São Paulo apresentou nesta terça-feira (6) o plano estruturante voltado à transformação urbana, social e ambiental do Complexo Paraisópolis, na Zona Sul. A iniciativa reúne ações integradas de infraestrutura, habitação, equipamentos públicos e meio ambiente e representa uma nova etapa da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL), que passa, pela primeira vez, a direcionar recursos para intervenções estruturais em uma das maiores comunidades da cidade.

Veja a apresentação

 

O programa será encaminhado para consulta pública, etapa fundamental para garantir transparência, escuta da população e participação social na consolidação do projeto.

A proposta é resultado da ampliação do perímetro da Operação Urbana Faria Lima, prevista na Lei Municipal nº 18.175/2024, que autorizou a aplicação de recursos também no Complexo Paraisópolis — formado por Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro. Em agosto, a Prefeitura arrecadou R$ 1,6 bilhão em leilão de CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), montante que será destinado às intervenções previstas no programa.

“Estamos falando de uma ação estruturante, integrada e de longo prazo. Paraisópolis enfrenta desafios históricos relacionados à densidade, à mobilidade, à temperatura e à infraestrutura urbana. O plano organiza respostas concretas para essas questões, com urbanização, habitação de qualidade, ampliação de áreas verdes e novos equipamentos públicos”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes durante a apresentação do projeto.

O projeto estrutura suas ações em três eixos complementares, concebidos para atuar de forma articulada no território. “O programa não é um conjunto de ações pontuais, mas uma estratégia integrada de transformação urbana, que busca reduzir desigualdades históricas, melhorar a qualidade de vida da população e integrar Paraisópolis de forma sustentável ao restante da cidade”, destacou o prefeito.

No eixo de infraestrutura, estão previstas a abertura e melhoria de até 17,8 quilômetros de sistema viário, com requalificação de ruas e calçadas, enterramento de fiação, nova iluminação pública, drenagem, saneamento e arborização. Um dos destaques é o prolongamento da Avenida Hebe Camargo, com 1,2 quilômetro de melhorias viárias, criando uma ligação estratégica para a mobilidade urbana e ampliando o acesso ao metrô São Paulo–Morumbi. Também estão incluídas as obras nos córregos Antonico e Colombo, com a primeira fase já em andamento.

No eixo de habitação, o programa prevê a conclusão de empreendimentos, a implantação de novos conjuntos habitacionais e a remoção de famílias de áreas de risco. Estão em andamento os projetos Vila Andrade E, com 413 unidades habitacionais, e o Conjunto Habitacional Sanfona, com 399 unidades. O programa também inclui o mapeamento de áreas vazias para viabilizar de 2 mil a 3 mil unidades habitacionais por meio do programa Pode Entrar.

O eixo de equipamentos públicos amplia a oferta de serviços essenciais no território, com a implantação do Pavilhão Cultural do Grotão, com 7.500 metros quadrados, a requalificação da Casa Hans Broos como polo cultural e artístico, além da implantação de UPA 24 horas, CAPS e novos equipamentos educacionais, esportivos e sociais.

Já o eixo de meio ambiente contempla a implantação do Parque Linear Itapaiúna, o aumento da cobertura vegetal e ações de adaptação climática. Estudos apontam que Paraisópolis pode registrar diferença térmica de até 5°C em relação a bairros vizinhos como o Morumbi, o que torna estratégicos os investimentos em arborização, drenagem urbana, manejo de águas pluviais e infraestrutura sustentável.

A Prefeitura de São Paulo tem promovido, desde o fim de 2024, a escuta ativa e o diálogo com moradores de diferentes perfis — incluindo crianças, mulheres, jovens, lideranças locais e organizações da sociedade civil — para a construção de propostas que atendam às necessidades reais do Complexo Paraisópolis, formado pelas comunidades de Paraisópolis, Porto Seguro e Jardim Colombo.

Nesse contexto, a Prefeitura criou um grupo de trabalho intersecretarial, responsável pelo planejamento integrado, definição de diretrizes e monitoramento das ações na região. Em conjunto com lideranças comunitárias, organizações sociais e associações de moradores, esse grupo está definindo um conjunto de intervenções prioritárias nas áreas de habitação, infraestrutura, meio ambiente e equipamentos públicos. O Grupo de Gestão da Operação Urbana Faria Lima, formado por representantes do poder público e da sociedade civil, também tem papel fundamental no aprimoramento das propostas.

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