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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026 | Horário: 10:12
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Prefeitura oferece testagem gratuita para ISTs; veja onde acessar os serviços

Nos equipamentos da rede municipal e também em outras ações, a população pode realizar testes convencionais e rápidos, além de iniciar profilaxias de prevenção ao HIV, retirar preservativos, entre outros serviços

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nem sempre apresentam sintomas, o que torna a prevenção e a testagem periódica essenciais para o diagnóstico precoce. Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde disponibiliza gratuitamente testes convencionais, rápidos e autotestes para HIV/Aids, sífilis e hepatites B e C, além de ações de orientação e prevenção à população.

Confira abaixo onde fazer a testagem na capital

Testes convencionais: os testes de HIV, sífilis e hepatites B e C estão disponíveis nas 479 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital, além dos 28 serviços da Rede Municipal Especializada (RME) em IST/Aids. As UBS e as unidades da RME também realizam o diagnóstico e o tratamento de outras ISTs.

Testes rápidos e outras ações

Além das unidades citadas acima, na unidade móvel CTA da Cidade, projeto da Coordenadoria de IST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), também é possível fazer testagem rápida gratuita para HIV, sífilis e hepatites B e C, além de iniciar o uso da profilaxia pré-exposição ou pós-exposição (PrEP/PEP) ao HIV. O CTA da Cidade é itinerante, deslocando-se para regiões de maior vulnerabilidade na cidade de quinta a domingo.

Outra ação, o PrEP na Rua, oferece insumos e testagem rápida gratuita para HIV, sífilis e hepatites B e C, além da PrEP.

Para aumentar o acesso ao diagnóstico do HIV, em dezembro de 2025 a SMS também inaugurou cinco armários para dispensação automática de autotestes. Os equipamentos estão localizados na Galeria Olido e no Parque Augusta, ambos no centro; no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ), na Brasilândia, zona norte; no Centro Cultural Grajaú, na zona sul; e no Terminal de Ônibus da Lapa, na zona oeste.

Veja os endereços dos equipamentos voltados a IST/Aids na rede municipal.

A localização das UBS e demais equipamentos de saúde pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.

Confira a agenda dos serviços nas redes sociais da Coordenadoria de IST/Aids.

Saiba mais sobre as principais ISTs

HIV

HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. A Aids é a Síndrome da Imunodeficiência Humana, transmitida pelo vírus HIV, caracterizada pelo enfraquecimento do sistema de defesa do corpo e pelo aparecimento de doenças oportunistas.

A transmissão ocorre por meio de relações sexuais desprotegidas com pessoas vivendo com HIV e/ou Aids que não estejam em tratamento ou mantenham carga viral detectável, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou da pessoa gestante para o filho durante a gravidez e a amamentação, quando não são tomadas as devidas medidas de prevenção.

Sífilis

Infecção causada por bactéria que inicialmente pode provocar ferida indolor nos genitais (pênis, vagina e ânus) ou na boca e que, se não for tratada, pode se agravar. A transmissão se dá durante a relação sexual desprotegida com pessoa infectada ou da pessoa gestante para a criança durante a gestação ou o parto (transmissão vertical).

Gonorreia

Trata-se de uma bactéria que afeta genitais, garganta e olhos, podendo provocar corrimento uretral amarelado, purulento e com ardor ao urinar, além de corrimento vaginal e dor nas relações sexuais. Entretanto, pode permanecer assintomática quando atinge a cavidade anal ou a orofaringe. Quando não tratada, pode causar dor pélvica crônica, infertilidade ou gravidez ectópica.

Hepatites B e C

Doenças transmitidas por vírus que podem provocar danos irreversíveis ao fígado. O contágio da hepatite B ocorre por relações sexuais, uso de drogas injetáveis com compartilhamento de seringas contaminadas, profissões de risco ou pequenos cortes provocados por objetos perfurocortantes. Já a hepatite C é transmitida quando há perfuração na pele e contato com material contaminado, podendo também ocorrer transmissão sexual, em menor escala.

Tricomoníase

Infecção causada por protozoário. Seus sintomas incluem corrimento vaginal amarelo-esverdeado, odor forte, dor durante a relação sexual, ardência, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. Nos homens, pode ser assintomática. O contágio ocorre durante a relação sexual desprotegida com pessoa infectada; por isso, o uso de preservativo é a melhor medida de prevenção.

Clamídia

A clamídia é uma bactéria que pode atingir os órgãos genitais, a boca, a garganta e os olhos. Muitas vezes evolui sem sintomas, principalmente quando atinge a região anal ou a orofaringe. Pode provocar dor ao urinar e nas relações sexuais, corrimento uretral no homem, corrimento vaginal e doença inflamatória pélvica (DIP) caso não seja tratada precocemente. Quando não tratada, também pode causar infertilidade e gravidez ectópica.

Herpes genital

Causado por vírus, pode acarretar lesões que iniciam com pequenas vesículas (bolhas) que, ao se romperem, formam feridas dolorosas. É mais frequente na região labial (herpes tipo 1) e nos genitais (pênis, vagina, vulva e ânus — herpes tipo 2). Não existe cura, mas há tratamento para as lesões.

HPV

O papilomavírus humano (HPV) é uma infecção sexualmente transmissível que pode causar verrugas e outras manifestações nos órgãos genitais masculinos e femininos. O vírus pode provocar lesões graves e desencadear cânceres de colo do útero, vagina, ânus, vulva, pênis e orofaringe.

Além da distribuição gratuita de preservativos como método de barreira, a rede municipal de saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), disponibiliza a vacina contra o HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias); homens e mulheres transplantados; pacientes oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia; pessoas vivendo com HIV/Aids; e vítimas de violência sexual.

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações, o esquema vacinal contra o HPV compreende duas doses, com intervalo de seis meses entre elas, para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Para grupos com condições clínicas especiais — pessoas de 9 a 45 anos vivendo com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea e pacientes oncológicos imunossuprimidos por doenças e/ou tratamento — são administradas três doses da vacina, nos intervalos de zero, dois e seis meses. Para a vacinação desse grupo, mantém-se a necessidade de prescrição médica.

 

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