Terça-feira, 15 de Setembro de 2026 | Horário: 12:44
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15 de setembro é o dia mundial de conscientização sobre linfomas

Informação e conscientização são fundamentais para o diagnóstico e tratamento dos linfomas ​​​​​​​

O linfoma é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático e afeta os gânglios linfáticos e os linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do organismo. O sistema linfático desempenha um papel importante na proteção do corpo contra infecções. Em algumas pessoas, esse sistema pode sofrer mutações e se transformar em células malignas, multiplicando-se de forma descontrolada e gerando os sintomas do linfoma, ou seja, do câncer do sistema linfático. A doença pode ser classificada em dois principais tipos: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin.

Essas classificações têm subclassificações e perfis de agressividade diferentes, todavia, a apresentação clínica mais comum se dá por aumento dos gânglios linfáticos (popularmente conhecidos como “ínguas”) que pode ocorrer em qualquer região do corpo, mas caracteristicamente são visíveis no pescoço, axila, virilha e região acima da escápula.

Internamente podem acontecer dentro do tórax, no abdome e até mesmo dentro de outros órgãos, como baço, fígado, ossos, trato gastrointestinal ou sistema nervoso central. A apresentação clínica varia de muito agressiva, com crescimento rápido em semanas ou meses; ou formas mais brandas, com crescimento em anos.  Outros sintomas possíveis são febre, perde de peso, suor noturno, coceira pelo corpo, sensação de “estômago cheio”, fadiga, anemia e sangramentos.

Não existe uma causa única para o desenvolvimento do linfoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), alguns fatores podem aumentar o risco da doença, como condições que comprometem o sistema imunológico, determinadas infecções e exposição a alguns agentes químicos. O histórico familiar, em geral, não é considerado um fator de risco. Além disso, ter ou ser exposto a um fator de risco não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá a doença.

O diagnóstico geralmente envolve exame físico detalhado, avaliação de exames de sangue, de imagem e, principalmente, a biópsia de um linfonodo ou de outro tecido afetado (sendo esta a única forma de dar o diagnóstico definitivo do linfoma pela análise das características das células malignas).

Por abranger diferentes tipos de doenças, o tratamento do linfoma varia de acordo com o tipo, estágio e características do paciente. Entre as opções estão quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia alvo, combinação desses tratamentos e, em alguns casos, transplante de células-tronco hematopoiéticas.

O prognóstico varia de acordo com o tipo e o estágio da doença, além de outros fatores individuais. O linfoma de Hodgkin, por exemplo, apresenta altas taxas de cura, especialmente quando diagnosticado e tratado adequadamente. Já os linfomas não Hodgkin apresentam prognósticos variados, dependendo do subtipo, mas os avanços no diagnóstico e no tratamento têm contribuído para melhores resultados.


Colaboração: Dr. Jamilton de Medeiros Eduardo - Médico da Clínica de Hematologia do HSPM
Produção: Assessoria de Relações Institucionais

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