Hospital do Servidor Público Municipal

Terça-feira, 28 de Julho de 2026 | Horário: 14:40
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28 de julho: Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais

Celebrado durante o Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, a data reforça a importância da prevenção, da vacinação, do diagnóstico precoce e do tratamento para reduzir os impactos dessas infecções

As hepatites virais são infecções causadas, principalmente, por diferentes tipos de vírus (A, B, C, D e E), ou ainda por infecções bacterianas e fúngicas que, se não forem tratadas, podem ser fatais. Na maioria das vezes, estas são silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas, podendo evoluir para formas crônicas, cirrose ou câncer. Atualmente mais de 300 milhões de pessoas no mundo possuem hepatite, sendo as hepatites B e C as principais causas de câncer de fígado.

A transmissão ocorre de duas formas principais, dependendo do tipo de vírus: pela via fecal-oral, relacionada às condições de saneamento básico e higiene, ou pela via sanguínea e sexual.

Hepatites A e E: são transmitidas pela via fecal-oral, ou seja, pela ingestão de água ou alimentos contaminados e pela falta de higiene. Hepatites B, C e D: são transmitidas pelo contato com sangue contaminado (como no compartilhamento de seringas, materiais de manicure ou itens pessoais), por relações sexuais desprotegidas e da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação (transmissão vertical). A hepatite D ocorre apenas em pessoas já infectadas pelo vírus da hepatite B. Hepatite alcoólica: causada pelo uso abusivo de bebidas alcoólicas. Hepatite medicamentosa: causada pelo uso excessivo de medicamentos, anabolizantes e  suplementos.

De acordo com o Dr. Marcos Antônio Cyrillo, Médico Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HSPM, embora, na maioria das vezes, a hepatite seja silenciosa: “pode se manifestar por meio de sintomas, como febre, alterações no intestino, fraqueza, cansaço, icterícia (olhos e peles amarelados, além de urina mais escura)”. 

O diagnóstico das hepatites virais é feito por meio de exames de sangue que detectam a presença dos vírus ou de anticorpos. Se a infecção for confirmada, podem ser solicitados exames complementares, como testes de função hepática, que medem a quantidade de determinadas substâncias no sangue, além de exames de imagem e, em alguns casos, biópsia do fígado.

O tratamento varia de acordo com o tipo de hepatite. Nos casos de hepatite A e E, geralmente não é necessário um tratamento específico, pois o organismo costuma eliminar o vírus naturalmente, pois esses tipos de hepatites não apresentam tendência a se tornarem crônicas. Descanso, hidratação e alimentação adequada costumam ser suficientes. Já nos casos de hepatites B, C e D, o tratamento pode incluir medicamentos antivirais para controlar a infecção e reduzir a quantidade de vírus no organismo. Em situações em que o fígado apresenta danos graves, pode ser necessário realizar um transplante de fígado.

A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), as vacinas contra as hepatites A e B estão disponíveis para públicos específicos. A vacina contra a hepatite A é oferecida em dose única para crianças de 15 meses a menores de 5 anos de idade e para grupos de risco. Para pessoas que não fazem parte desse público, a vacinação está disponível apenas na rede privada. Já a vacina contra a hepatite B é oferecida para todas as faixas etárias e segue um esquema de três doses. Profissionais da saúde estão 30% mais expostos ao vírus devido o contato frequente com pacientes infectados. Por isso, devem-se manter rigorosamente com a vacinação em dia. 

Além da vacinação, os cuidados no dia a dia também são essenciais. Mantenha-se sempre hidratado, tenha uma alimentação equilibrada, use preservativos, evite o consumo de álcool e a automedicação e não compartilhe itens pessoais. A todos e, especialmente, aos profissionais de saúde: siga as orientações de biossegurança para reduzir a possibilidade de acidentes com materiais perfurocortantes. 

Colaboração: Dr. Marcos Antônio Cyrillo - Médico Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HSPM do HSPM

Produção: Assessoria de Relações Institucionais

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