Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026 | Horário: 10:31
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Setembro é o mês mundial do Alzheimer

Como o diagnóstico precoce, o suporte multidisciplinar e a rede de apoio transformam a rotina de quem convive com essa condição

A doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo e irreversível que se manifesta lentamente, comprometendo a memória, as funções cognitivas e a capacidade de realizar tarefas cotidianas. É a forma mais comum de demência, respondendo por cerca de 60% a 70% dos casos, representa um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade, especialmente com o envelhecimento acelerado da população.

A patologia é marcada pelo acúmulo anormal de duas proteínas no cérebro: as placas de beta-amiloide e os emaranhados neurofibrilares. Esse processo provoca a morte dos neurônios e a perda de conexões (sinapses) em áreas vitais do cérebro, sobretudo no hipocampo, região essencial para a formação de novas memórias. Como consequência, a memória, orientação, atenção, linguagem e capacidade de planejamento começam a ser afetadas. Mudanças de humor e comportamento também podem ocorrer. Fatores de risco modificáveis incluem doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, e estilo de vida com a falta de estímulo físico e cognitivo. A história familiar aumenta o risco em quatro vezes, embora os casos genéticos correspondam a somente 5% dos casos.

Ainda que o Alzheimer não tenha cura até o momento, o diagnóstico precoce e o início do tratamento podem mudar o curso da doença. A investigação envolve avaliações neurológicas, testes cognitivos, exames laboratoriais e de imagem cerebral.

Os tratamentos atuais combinam medicamentos para controle dos sintomas — ajudando a preservar a função cognitiva e a autonomia por mais tempo — com abordagens não farmacológicas. Terapias como estimulação cognitiva, fisioterapia, acompanhamento nutricional e suporte psicológico são indispensáveis para garantir qualidade de vida tanto para quem recebe o diagnóstico quanto para os familiares e cuidadores. Para o diagnóstico é necessário realizar uma entrevista clínica, exames laboratoriais, avaliação física e exames de imagem. 

Colaboração: Dra. Renata Freitas Nogueira Salles - Coordenadora da Clínica de Geriatria do HSPM
Produção: Assessoria de Relações Institucionais

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