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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2025 | Horário: 15:38
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Cidade de São Paulo apresenta no Congresso de Municípios avanços em descarbonização e economia verde

Iniciativas foram detalhadas no 67º Congresso Estadual de Municípios, com destaque para biometano, ônibus elétricos e expansão da cobertura vegetal

A capital marcou presença no 67º Congresso Estadual de Municípios como referência nacional e internacional em sustentabilidade urbana e descarbonização. Secretários municipais e especialistas apresentaram os resultados alcançados e os próximos passos de uma agenda que combina inovação tecnológica, responsabilidade fiscal e benefícios ambientais para a população.

No painel “Plano de Descarbonização: A nova matriz para transição energética e o papel estratégico do biometano”, os representantes da Prefeitura reforçaram a importância da integração de soluções limpas. O secretário executivo de Mudanças Climáticas, José Renato Nalini, destacou: “Biometano é uma tecnologia madura, disponível, estável. São Paulo tem potencial para ser referência latino-americana em mobilidade”.

A capital já opera 27 carretas e 22 caminhões movidos a biometano, substituindo 65 mil litros de diesel por mês, redução equivalente ao plantio de 134 mil árvores por ano. Além disso, a Prefeitura anunciou um edital de chamamento público para fornecimento de biometano ao sistema de ônibus.

Ao tratar das diferentes soluções para reduzir emissões no transporte, o secretário de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira, destacou que não se trata de uma escolha excludente, mas de estratégias complementares. “A política de biometano não veio para competir com a política elétrica, muito ao contrário, veio para somar à política elétrica. A determinação que nós temos na cidade de São Paulo é que adotemos energia limpa, seja ela qual for”.

A Prefeitura estruturou um modelo inovador de subvenção parcial, viabiliza recursos junto ao BNDES, Banco do Brasil, Caixa, Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, Banco Mundial e Banco da China.

“A Prefeitura financia a diferença entre o custo do ônibus a diesel e o ônibus elétrico, garantindo que a troca aconteça dentro do prazo dos contratos”, explicou o secretário de Planejamento, Clodoaldo Pelizzoni, ao detalhar a estratégia para viabilizar a transição da frota.

Essa solução pode inspirar outras administrações municipais, pois “esse mesmo modelo pode ser utilizado por municípios grandes, médios ou pequenos, desde que tenham boa condição fiscal”, afirmou. “Nossa ideia aqui é passar um pouco para os prefeitos como podemos viabilizar efetivamente a descarbonização”.

O secretário do Verde e Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, enfatizou a centralidade do orçamento climático: “Tem que ser uma prioridade dentro das gestões de todas as cidades pelo legado de qualidade de vida e sustentabilidade para as próximas gerações”. Em São Paulo, esse compromisso se materializa no plantio de 120 mil árvores até a COP30, na criação de novos parques, bosques urbanos e jardins de chuva, além de ações de preservação ambiental e monitoramento de riscos climáticos.

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart, sublinhou o impacto econômico da agenda verde: “A política de descarbonização na cidade de São Paulo gera diretamente mais de 20.000 empregos aqui na cidade”. Hoje, a capital reúne mais de 215 mil empregos formais no setor de economia verde, além de programas como o Green Sampa, que apoia startups e negócios de impacto socioambiental.

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