Secretaria Municipal da Saúde

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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2025 | Horário: 18:25
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SUS 35 anos: paulistanos avaliam como 'o melhor serviço público' pelo quinto ano consecutivo

Além do reconhecimento popular na pesquisa do Instituto DataFolha, a Saúde acumula prêmios e certificações pela qualidade e inovação na assistência prestada a 7 milhões de pessoas na maior cidade do Brasil

Neste ano, o serviço de Saúde da Prefeitura de São Paulo foi eleito pelo quinto ano consecutivo o ‘melhor serviço público’, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, divulgada em 28 de abril pelo jornal Folha de S. Paulo. Os 1.056 equipamentos de saúde no município, 122 mil profissionais, orçamento de R$ 24 bilhões para a área são componentes de uma estratégia para a ampliação do acesso à saúde, capitaneada pela gestão municipal para suprir ampliar os serviços, sobretudo em regiões mais vulneráveis da cidade, e tornar mais eficiente e qualificado o atendimento aos 7 milhões de paulistanos que utilizam a rede municipal de saúde. Uma verdadeira revolução se deu a partir do programa Avança Saúde SP, parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), nos últimos seis anos.

Novas linhas de cuidado, teleassistência, protocolos modernos e o empenho em reduzir tempos de espera, ser mais resolutiva e eficiente no atendimento fizeram com que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) alcançasse esses resultados. Entre 2022 e 2023, São Paulo registrou redução de 15% na taxa de incidência da sífilis congênita, superou a meta de 5% e teve o menor número de casos dos últimos 11 anos. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) colocam a capital paulista como a 4ª com menor índice entre as demais capitais no Brasil. 

UPAs recebem 74% de aprovação
Em julho de 2025, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede municipal receberam 74% de aprovação da população, segundo a pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Em 2016, a capital tinha três unidades desse tipo de equipamento. Atualmente, são 34 UPAs em operação, em todas as regiões da cidade. Três unidades foram entregues nesse ano, a UPA Sacomã e a UPA Ipiranga, na zona sul, e a UPA Lapa, na zona oeste.

O levantamento foi feito entre os dias 16 e 21 de julho, com 1.500 entrevistados na capital. Os resultados revelam aprovação consistente em diferentes perfis da população, variando entre 70% e 75% conforme idade, escolaridade e renda. Dos participantes, 76% já utilizaram ou utilizam os serviços das UPAs, o que evidencia contato direto com a estrutura. Além disso, 82% afirmaram recorrer ao SUS municipal quando precisam de atendimento para si ou para familiares, o que reforça a importância da rede pública no cotidiano dos paulistanos.

A maior aprovação está entre pessoas com ensino superior (74%), mulheres (75%) e moradores com renda de dois a cinco salários mínimos (72%), demonstrando que a avaliação positiva se repete em diferentes recortes sociais.

A Saúde também está entre as finalistas do ano na 5ª edição do prêmio Hely Lopes Meirelles do Gestor Público, na categoria de projetos iniciados ou em andamento, com a capacitação das equipes dos Núcleos de Vigilância em Saúde (Nuvis) nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs); a utilização da epidemiologia como ferramenta de gestão para a integralidade e equidade do cuidado, e respostas rápidas em saúde pública. 

As máquinas automáticas de entrega de métodos de prevenção do HIV, do programa SRPreP, o edital de seleção pública e conexões: Encontro de coletivos de Organizações Não-Governamentais (Ongs) de HIV/Aids da cidade de São Paulo, projeto Acolhimento 60+, o Programa de Acreditação, Integridade e Qualidade da Rede de Ouvidorias SUS da cidade de São Paulo e a otimização da realização de consultas, cirurgias e procedimentos, pelo monitoramento da produção dos equipamentos de saúde da Atenção Especializada Ambulatorial também concorrem. 

Certificação inédita a UBSs 
De forma inédita, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) certificou 368 das 479 UBSs da cidade pelos padrões de qualidade e segurança. Essa acreditação integrou o programa Avança Saúde SP e será estendida para os hospitais da rede, na nova fase dessa parceria com o BID.
Em 2023, a Divisão de Ouvidoria do SUS recebeu ainda a acreditação institucional de ouvidorias no Brasil, certificada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Certificação Rede de Ouvidorias da Cidade de São Paulo, no Congresso Internacional de Qualidade em Serviços e Sistemas de Saúde – Qualihosp. No ano anterior, obteve o 2º lugar na categoria “Processos Internos” no Premia Sampa.

Enfrentamento da sífilis
Em outubro de 2024, a SMS promoveu a 3ª edição do “Selo de Boas Práticas no Enfrentamento da Sífilis Congênita”, pelo qual reconheceu unidades das Supervisões Técnicas de Saúde (STSs) e Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs), com a novidade de incluir as UBSs na certificação.  Na categoria de menor taxa de transmissão vertical da sífilis congênita em 2023, foram destacadas as UBSs Cidade Tiradentes Luiz Maranhão, City Jaraguá,  Jardim Vista Alegre, Eduardo Romando Reschilian e Jardim Maracá, e as AMAs/UBSs Três Pontes, Jardim Santo André e Vila Missionária. Já na de maior proporção de gestantes com tratamento das parcerias sexuais, receberam reconhecimento as UBS Jardim Aurora,  Jardim Grimaldi e Cambuci, e a AMA/UBS Elísio Teixeira Leite. Pelo uso do teste rápido de sífilis na 32ª semana de gestação, foram contempladas as UBSs Carlos Gentile de Melo, Recanto dos Humildes, Jova Rural, Dr. Walter Elias, Jardim D’Abril, Jardim Edite Gerôncio Henrique Neto, Vila Campestre e Brasília M’Boi Mirim, além da AMA/UBS Cangaíba.

O trabalho das Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) e Supervisões Técnicas de Saúde (STSs) também foi reconhecido. Classificadas de acordo com indicadores e metas estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS) no Guia para Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis, receberam Ouro, Prata e Bronze. O selo Ouro foi concedido à STS Lapa/Pinheiros; o Prata às STSs Capela do Socorro, Parelheiros, Penha, Perus, Santo Amaro/Cidade Ademar, Vila Maria/Vila Guilherme e Vila Mariana/Jabaquara; e o Bronze às CRSs Oeste, Sudeste e Sul, além das STSs Butantã, Campo Limpo, Ermelino Matarazzo, Freguesia do Ó/Brasilândia, Guaianases, Ipiranga, M’Boi Mirim, Mooca/Aricanduva, Pirituba, São Mateus, São Miguel Paulista, Sé e Vila Prudente/Sapopemba.

Inovação tecnológica para enfrentamento do alcoolismo foi finalista internacional
Em agosto, o programa Modera SP, ferramenta digital do aplicativo e-SaudeSP para o enfrentamento do alcoolismo, foi um dos finalistas da 10ª Conferência Internacional de Saúde Pública Digital (DPH), na Ilha da Madeira, em Portugal, com a participação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A iniciativa é pioneira na avaliação e prevenção do consumo nocivo de álcool e concorreu na categoria Scale-Up, para iniciativas de expansão. Até o momento, foram 112.870 acessos à ferramenta, 73.891 usuários cadastrados e 25.664 avaliações realizadas com base no teste Audit, desenvolvido pela OMS. A assistente virtual Susana, em referência ao SUS, orienta sobre mitos e verdades do álcool, alternativas ao consumo, exercícios de respiração e informações de apoio.

O desenvolvimento reuniu especialistas em neurociência comportamental, UX e UI, em parceria com técnicos da prefeitura. O programa se estrutura em três eixos: capacitação de mais de 2,5 mil profissionais, ferramenta digital no e-SaudeSP e plataforma de apoio clínico integrada à rede.

Legado da pandemia de Covid-19
Em 2022, a Assessoria de Planejamento (Asplan) conquistou o Prêmio Hely Lopes Meirelles com o Painel de Indicadores sobre a Evolução da Pandemia de Covid-19, apresentado na Câmara Municipal da Saúde (CMS), além de menção honrosa no Premia Sampa 2022. No mesmo ano, o Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (Pavs) foi destaque no Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrasco), em Salvador, com o case “Implantação do Diagnóstico Socioambiental em todas as UBSs com Estratégia Saúde da Família”.

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