Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social
Manifestações artísticas para idosos: Atividades integram ações da rede socioassistencial para promover envelhecimento ativo

Foto: Mileide Alcantara/SMADS
Mileide Alcantara
“Tudo foi bom para mim, todas as histórias que eu contei, as peças de teatro eu já apresentei. Já fui até rei, fui ministro, pinguço, fui padre, fui bispo, e tudo isso em peça de teatro.” É isso que Luiz Sousa, de 90 anos, sente ao poder participar de atividades artísticas que são ofertadas no Centro de Referência do Idoso (CRECI).
Localizado no Anhangabaú, o Centro de Referência do Idoso já atendeu 10.616 mil pessoas de janeiro até julho 2026. Um aumento de mais de 400 pessoas no mesmo período em relação ao ano de 2025.
O espaço proporciona atividades dinâmicas, debates e palestras que resgatem as relações de convivência entre pessoas idosa e funciona de segunda a sexta-feira, e atende idosos acima de 60 anos. Os encaminhamentos são feitos pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do território.
As atividades são divididas em turno de 4 horas ao dia, e contam com práticas de musicalidades, físicas, de estimulação cognitiva e de inclusão digital.
Para o público idoso no geral, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) mantém 161 serviços exclusivos para pessoas idosas, totalizando mais de 18 mil vagas, distribuídas entre Núcleos de Convivência do Idoso (NCI), Centros Dia, Instituições de Longa Permanência (ILPI), Centros de Acolhida e serviços especializados, atendendo diferentes níveis de autonomia e necessidade de cuidado. O acesso aos serviços ocorre por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros POP.
Na rede socioassistencial, a população idosa representa cerca de 17% das pessoas acolhidas, com predominância de homens, sendo a inserção nos serviços associada principalmente à fragilização de vínculos familiares e à necessidade de suporte para cuidados.
Atividades Criativas e os benefícios para o cérebro
Um estudo internacional publicado em 2025 na revista Nature Communications, com 1.402 participantes de 13 países, identificou que praticar atividades criativas pode retardar o envelhecimento do cérebro. Os resultados também apontaram que essas experiências favorecem a conectividade e a eficiência das redes cerebrais.
É nesse contexto que atividades como a contação de histórias podem ganhar outro significado dentro dos espaços de convivência para pessoas idosas. Além de estimular a memória, como explica Cleusa Santo, de 72 anos, oficineira no CRECI a prática envolve concentração, aprendizado e interação com outras pessoas.
“Por que é bom para o idoso? Porque é para a memória mesmo. Ele pega aquela história, decora aquela história e vai lembrando. Então é um exercício, na verdade.”
Grupo de Contadores de história
Dentre as atividades oferecidas no CRECI, há um grupo de contadores de histórias que se reuni para ensaiar lendas, parlendas e contos:
“Eu sou oficineira e arte educadora aqui no Centro de Referência desde 2008, e esse grupo existe desde 2011. Nós estamos aqui todas as quartas-feiras, ensinando-os a serem contadores de histórias.” Comenta Cleusa.
Essas práticas promovem além de convivência comunitária e fortalecimento de vínculos, um sentimento de pertencimento. Esse público também encontra oportunidades para compartilhar conhecimentos, desenvolver novas habilidades e manter vivas histórias e tradições por meio da contação de histórias.
Se interessou e quer saber mais sobre os serviços de idosos da rede? Acesse aqui e encontre a unidade do CRAS mais próxima da sua região.
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