Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social

Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026 | Horário: 14:30
Compartilhe:

São Paulo amplia em 85% as vagas de acolhimento para população em situação de rua desde 2020

Neste Dia Nacional da Luta da População em Situação de Rua, SMADS reforça o compromisso de acolher, ouvir e garantir dignidade a quem vive nas ruas da cidade

Foto: David Adesiyan/SMADS 

Jennyfer Reis

Por trás de cada pessoa em situação de rua existe uma trajetória própria, que carregam consigo memórias, vínculos rompidos, recomeços interrompidos. O Dia Nacional da Luta da População em Situação de Rua, celebrado nesta quarta-feira (19), existe justamente para lembrar disso: mais do que uma data no calendário, é um símbolo de resistência e de luta por direitos que ainda precisam ser garantidos todos os dias. 

A data nasce de uma memória dolorosa. Ela foi instituída pelo Congresso Nacional em referência ao Massacre da Sé, ocorrido entre os dias 19 e 22 de agosto de 2004, quando 15 pessoas que dormiam na Praça da Sé, na região central de São Paulo, foram brutalmente atacadas durante a madrugada, um dos episódios mais violentos já vividos pela população em situação de rua na cidade. 

Mais de duas décadas depois, a Prefeitura de São Paulo estrutura, ano após ano, uma rede socioassistencial cada vez maior para essa população. Em julho de 2026, a cidade soma 28.293 vagas de acolhimento noturno, incluindo vagas emergenciais para o período de frio, quando há maior adesão de acolhimento para esta população. São 85% a mais que as 15.090 registradas em 2020, e mais que o dobro das 12.313 vagas de 2016. O salto mais expressivo veio a partir de 2021, quando o número passou de 15.488 para 21.738 vagas já no ano seguinte, início da gestão de Ricardo Nunes, Prefeito da cidade.  

Quem acompanha essa expansão de perto, na ponta do atendimento, é Thais Silva, Assessora Técnica da Proteção Social Especial, responsável pela área de população em situação de rua na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS). Para ela, entender por que alguém chega à rua é o primeiro passo do acolhimento. "Existem muitos motivos pelos quais uma pessoa pode chegar à situação de rua: a perda do emprego, um problema de saúde, um rompimento familiar. Cada pessoa tem uma história", explica. 

"As pessoas em situação de rua não são ruins. Elas têm sonhos, elas têm sentimentos, elas têm desejos, elas passam por momentos difíceis. Então, todas elas merecem o nosso cuidado, o nosso respeito e a nossa atenção. E a gente está aqui trabalhando para poder dar uma melhor qualidade de vida para essas pessoas ", completa a assessora. 

É esse olhar que sustenta a estrutura por trás dos números: 375 serviços de acolhimento em diferentes tipologias, entre Centros de Acolhida, Repúblicas, Hospedagens e Vilas Reencontro. No fim, cada vaga representa uma oportunidade de acolhimento com respeito, garantia de direitos básicos e apoio para a construção de novos caminhos e mudanças de trajetória.

collections
Galeria de imagens