Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

Sábado, 26 de Julho de 2025 | Horário: 10:00
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Prefeitura de São Paulo reabre Parque Municipal da Consciência Negra recuperando a memória histórica do espaço

Mais de 4 milhões foram investidos nas obras de requalificação do equipamento público da zona leste de São Paulo

Caminho pavimentado com blocos intertravados atravessa uma ponte de madeira em meio a uma área verde com árvores e vegetação nativa. À direita, há um banco de madeira sobre base de concreto e um totem moderno em metal. O cenário é de um parque com relevo variado, trilhas, gramado e postes de iluminação, em um dia ensolarado.
Fotografia por: Daniel Reis / Acervo SVMA 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), reabre neste sábado (26/07), o Parque Municipal da Consciência Negra, localizado na região da Cidade Tiradentes. Com um investimento de R$4.189.081,35, o parque contou com diversas melhorias em sua estrutura para que a população possa usufruir de mais uma área verde.

O projeto contemplou um novo acesso principal, incluindo a construção de guarita de vigilância, pergolado em madeira, estacionamento para carros, motos, bicicletas e pessoas com deficiência (PCD), além de iluminação pública, comunicação visual, jardim, drenagem e gradil.

Com área total de 118.530,62 m², o Parque Municipal da Consciência Negra carrega um forte simbolismo: sua implantação resultou da organização popular de setores do movimento negro paulistano. O grupo reivindicou que o espaço fizesse referência à figura de Zumbi de Palmares e fosse capaz de promover uma leitura contemporânea do movimento negro em sintonia com as questões ambientais.

“Com equipamentos que valorizam e resgatam aspectos da cultura negra, o projeto de revitalização também resgatou e atualizou referências, tornando o parque um espaço de valorização cultural e de conexão com a natureza para seus frequentadores”, afirma o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi.

A requalificação também englobou a reforma da edificação da administração e convivência, com a construção de um pergolado, ampliação dos espaços para vigilantes e manejo, nova fachada e novos acabamentos.

Outras melhorias incluem a requalificação da arquibancada com instalação de sombrite, reforma do quiosque com arquibancada, requalificação dos acessos 2 e 3, ressignificação do terreiro e mini terreiros, além da implantação de um parquinho infantil e de uma Academia da Terceira Idade (ATI). Os caminhos e pontes de travessia de pedestres foram reformados, e o parque recebeu novos mobiliários urbanos e novo plantio.

A vegetação predominante é o eucaliptal, com brejo, remanescentes de Mata Atlântica em estágio inicial de regeneração e área ajardinada com arborização recente. Os destaques da flora são açoita-cavalo (Luehea grandiflora), capixingui (Croton floribundus), embaúba-vermelha (Cecropia glaziovii) e goiabeira (Psidium guajava).  Já foram registradas 69 espécies vasculares (Inventário de Flora 2021).

É um dos parques mais biodiversos da zona leste. Já foram observadas 113 espécies de fauna, entre insetos, anfíbios, répteis, mamíferos e aves. Cuiú-cuiú, rabo-branco-de-garganta-rajada, tucano-de-bico-verde, borralhara-assobiadora, barranqueiro-de-olho-branco, flautim e saíra-lagarta são algumas das aves endêmicas de Mata Atlântica que habitam o local. Alguns registros ocasionais e inesperados foram feitos no parque, como o tucano-de-bico-preto, espécie ameaçada de extinção mais comum nas áreas litorâneas do país.

O Parque da Consciência Negra está localizado na rua José Francisco Brandão, 330. O horário de funcionamento é das 6 às 18 horas.

Homenagem a Valter Hylário

A cerimônia de reabertura do Parque da Consciência Negra contará com uma homenagem a Valter Hylário, uma das figuras mais emblemáticas na luta por justiça social, preservação da memória histórica e defesa dos direitos da população da Zona Leste de São Paulo, especialmente de Cidade Tiradentes. 

Valter dedicou sua vida à transformação da realidade de sua comunidade, sendo idealizador de importantes projetos, entre eles, a luta pela criação do Parque da Consciência Negra. Sua trajetória e legado continuam a inspirar novas gerações de cidadãos comprometidos com a igualdade e a transformação social.

O segundo ícone é a ODS 15 "Vida Terrestre", representada por um ícone verde, com o desenho de uma árvore com duas linhas horizontais abaixo e dois pássaros voando ao lado. A imagem mostra o ícone da ODS 16 "paz, justiça e instituições eficazes", representada por um ícone azul escuro, com o desenho de uma pomba segurando um ramo em seu bico, em cima de um martelo de juiz. A imagem mostra o ícone da ODS 18 “igualdade étnico-racial”, representada por um ícone marrom, com o desenho da silhueta do perfil de uma pessoa com um cocar e um brinco grande e retangular.

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