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Quarta-feira, 29 de Julho de 2026 | Horário: 08:55
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Com ambiente impulsionado pela Prefeitura, setor de tecnologia cresce 61% em uma década e chega a mais de 221 mil empregos na capital

Estudo mostra avanço consistente do mercado tecnológico em São Paulo, com formação de talentos e incentivo ao empreendedorismo como pilares da expansão

A atuação da Prefeitura de São Paulo para fortalecer o ecossistema de inovação e ampliar a formação de talentos tem contribuído para consolidar a capital como um dos principais polos de tecnologia do país. Em uma década, entre 2015 e 2025, a cidade viu crescer em 61,2% o número de empregos formais em serviços de tecnologia, chegando a 221.352 postos. Com isso, o segmento de tecnologia concentra o equivalente a 4,1% dos vínculos empregatícios da capital e a 19,2% de todo o setor no Brasil.

Os dados integram um estudo elaborado pelo Observatório do Trabalho, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), em parceria com o DIEESE, divulgado neste mês. O levantamento também mostra que cerca de 155 mil pessoas atuam em ocupações de tecnologia, independentemente do setor econômico — um aumento ainda mais expressivo, de 101,4% em relação a 2015, o que evidencia a transversalidade e a crescente demanda por essas habilidades no mercado de trabalho.

Clique aqui e veja mais detalhes sobre o estudo. 
 
O avanço do setor é acompanhado por uma série de iniciativas da Prefeitura de São Paulo voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação e tecnologia. Por meio da Agência São Paulo de Desenvolvimento - ADE SAMPA, a administração municipal mantém programas estruturantes de apoio ao empreendedorismo, com atenção especial aos empreendimentos das periferias. As ações incluem apoio financeiro, mentorias, assessorias especializadas, rodadas de negócios e oportunidades de participação em eventos nacionais e internacionais. 
 
Entre os destaques está o VAI TEC, programa de aceleração que apoia empreendedores com negócios de base tecnológica por meio de aporte financeiro, capacitação e acompanhamento técnico. A iniciativa busca ajudar a transformar ideias inovadoras em soluções de mercado com impacto econômico e social. 
 
A Prefeitura também investe na formação de novos talentos. O curso de Game Dev oferece capacitação técnica em áreas como programação, design e narrativa de jogos, ampliando o acesso a oportunidades profissionais na indústria de jogos digitais. Já o programa Aceleração Sampa Games apoia estúdios e empreendimentos do setor com suporte técnico, mentorias especializadas e conexões com o mercado, impulsionando o desenvolvimento de jogos, além de estimular a geração de negócios e empregos qualificados na cidade.
 
Complementando as ações voltadas à economia criativa e digital, o Hub Sampa Games funciona como espaço de articulação entre desenvolvedores, empresas, investidores e instituições de ensino, promovendo networking, compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento de projetos inovadores. 
 
Na área de tecnologia, o Avança Tech oferece 95 cursos de qualificação, nas modalidades on-line e presencial, em seis polos distribuídos por todas as regiões da cidade. Os cursos presenciais têm carga horária de 120 horas e são voltados, entre outras áreas, à formação em programação front-end e back-end. A plataforma on-line está disponível em avancatech.prefeitura.sp.gov.br. 
 
O Portal Cate também oferece cursos na área de tecnologia. As formações disponíveis na plataforma são voltadas a diferentes níveis de capacitação e garantem certificação ao término dos cursos, após a realização da avaliação final. 
 
Outras iniciativas
A Prefeitura de São Paulo também tem apostado na tecnologia e na inovação para ampliar as oportunidades de formação e inclusão digital. Combinando qualificação e apoio à permanência dos jovens, o Bolsa Trabalho oferece formação em áreas como fabricação digital, empreendedorismo, mercado de trabalho, direitos humanos e cidadania. As atividades são realizadas nos 17 FabLabs da cidade e em outros equipamentos municipais, com uma bolsa-auxílio de R$ 838,27. A cada semestre, o programa prevê a formação de 248 jovens de 16 a 20 anos, que atendam aos critérios de participação, incluindo estar desempregado, morar na cidade há mais de dois anos, ter renda familiar per capita de até meio salário mínimo e estudar ou ter concluído o ensino médio em escola pública. 

Já quem busca inclusão digital encontra capacitações gratuitas nos Telecentros. Entre as opções estão formações em edição de texto, Pacote Office, Canva, inteligência artificial, uso de smartphones e letramento digital. Para participar, basta procurar a unidade mais próxima e consultar os cursos disponíveis.

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