Notícia na íntegra
Virada Esportiva leva aventura gratuita à Guarapiranga e atrai público de diferentes regiões da cidade

Do Grajaú à Guarapiranga foi rápido. De Cajamar, foram duas horas e meia de transporte público. Do Jaçanã, uma viagem atravessando a cidade. Neste sábado (19), paulistanos e moradores de municípios vizinhos fizeram caminhos diferentes para chegar à Represa Guarapiranga, na Zona Sul, atrás do mesmo objetivo: experimentar gratuitamente atividades que muitos nunca haviam praticado — ou que normalmente pesariam no orçamento.
Bungee jump, jet ski, banana boat, canoagem e passeio de barco transformaram a região em um dos polos da 19ª Virada Esportiva, promovida pela Prefeitura de São Paulo. A maior edição da história do evento reúne mais de 4 mil atividades gratuitas em 800 pontos de todas as regiões da capital ao longo deste sábado e domingo. A programação vai de modalidades tradicionais a opções como caiaque, xadrez, e-games, dança, pickleball e badminton.
A proposta é que o contato não termine no domingo: a Virada funciona também como uma porta de entrada para que crianças, jovens, adultos e idosos descubram uma modalidade e mantenham a prática esportiva ao longo do ano. A programação completa está disponível no site da Virada Esportiva.
Na abertura, que reuniu campeões e medalhistas olímpicos no Jogo das Estrelas de vôlei, realizada pela manhã no Mercado Livre Arena Pacaembu, o prefeito Ricardo Nunes destacou esse objetivo. “A Virada, além de ser bacana, as pessoas poderem fazer suas atividades, mas também é um convite, para que as pessoas venham participar, praticar esporte em São Paulo”, afirmou. Leia mais aqui.
A cidade conta com 46 centros esportivos municipais, dos quais 42 já foram reformados, e 236 Clubes da Comunidade (CDCs). “Para o jovem, para a criança, para o adulto, para o idoso. Tem esporte para todo mundo”, disse o prefeito.
“Só subi e fui”
Na Guarapiranga, porém, a estrela para Mateus da Silva Brito, de 28 anos, era outra: uma plataforma de bungee jump. Motorista de transportadora e morador do Grajaú, na Zona Sul, ele soube da programação pelas redes sociais, mas nem havia se organizado para participar. Estava dormindo quando recebeu a ligação do amigo Vitor, que o chamou para ir à Virada. Tomou café, se vestiu e foi.
Ali, encontrou a oportunidade para enfrentar um medo antigo. “Foi uma questão pessoal de superar um medo, que eu tenho um medaço, pra não falar outra coisa, de altura, medo gigantesco. E fui. Só subi e fui.”
Depois do salto, a tensão deu lugar à sensação de conquista. “Foi adrenalina pura, pura, pura, pura, seu corpo vai lá no limite, sua mente também vai”, contou. “Mas depois você entra num estado de graça assim, de ufa. É gostoso, é gostoso.”
Mateus ainda havia levado bermuda e toalha para experimentar as atividades na água e não pretendia parar por ali. “Se tiver alguma coisa do meu agrado, não sei, um futebol, outra coisa, a gente vê, vai atrás. O importante é aproveitar.”
Para ele, oferecer esporte e lazer na periferia amplia possibilidades para diferentes gerações. “Eu acho que isso tem que ser cada vez mais recorrente, opção de lazer, opção de cultura, opção de esporte, para gente, para criançada, os mais velhos também, para a terceira idade.”
E deixou um convite para quem ainda estava em casa: “Independente da idade, independente de tudo, mulher, criança, homem, idosos, tem que se movimentar, tem que sair de casa, tem que viver, tem que se distrair, tem que curtir, aproveitar.”
Uma experiência que o orçamento nem sempre permite
Rose Graziele Ferreira, de 42 anos, nutricionista e moradora do Parque Figueira Grande, na Zona Sul, também participava da Virada pela primeira vez. Soube das atrações pelo TikTok, buscou mais informações nas redes e foi à Guarapiranga levando o neto, Diogo.
“Eu achei o máximo”, resumiu. “Todo mundo é muito educado, muito gentil, instrui a gente direitinho. Eu achei um evento muito bacana.”
Para Rose, a gratuidade faz diferença não apenas na decisão de participar, mas na possibilidade de conhecer atividades que não fazem parte da rotina. “Não temos isso no dia a dia. Se não tivesse esse evento, a gente nunca ia conhecer e não ia ter essa experiência.”
A família ainda pretendia encarar o banana boat e a canoagem. E o programa não termina neste sábado. “A gente vem amanhã sim, com certeza. São dois dias e ainda amanhã a condução é gratuita”, disse Rose, que já planejava chamar a filha para acompanhá-los no domingo.
O alcance da programação ficou evidente também na história de Andreia Aparecida Ramos, atendente de telemarketing e moradora do Jaçanã, na Zona Norte. Ela viu a Virada no TikTok e atravessou a cidade para chegar à Guarapiranga. “Eu sempre quis fazer. Gosto de esportes, de conhecer lugares diferentes, aí eu me arrisquei e vim. Sabia que ia valer a pena”, contou.
O primeiro objetivo era experimentar justamente uma atividade que ainda não havia conseguido fazer: jet ski. “Era da que eu tinha mais vontade de fazer e aí foi a primeira oportunidade.” Na sequência, pretendia andar de barco e banana boat.
Andreia destacou o peso que o preço do lazer pode ter na escolha dos programas de fim de semana. “Assim, de graça, incentiva as pessoas a se divertirem, saírem da rotina, poderem brincar, se distrair, é a melhor coisa da vida.”
Se Andreia cruzou São Paulo de norte a sul, Emerson Neves de Castro, de 26 anos, controlador de acesso e morador de Cajamar, foi ainda mais longe. Foram cerca de duas horas e meia de transporte público até a Guarapiranga.
Era também sua primeira Virada Esportiva. Emerson encontrou a programação no site da Prefeitura e decidiu aproveitar o sábado. “É uma oportunidade que a gente tem que aproveitar.”
A primeira escolha foi o bungee jump — justamente uma experiência que ele já havia tentado encarar outras três vezes, sem conseguir saltar. “Foi uma coisa, muito medo, tremi bastante. Já tinha tentado três vezes e não consegui, mas depois que ele solta, é, o coração bate, já era”, contou.
Depois de vencer o medo, Emerson queria seguir para o jet ski, o barco e o banana boat. Para ele, atividades desse tipo ganham importância especial quando chegam às áreas mais afastadas do Centro. “Acredito que é uma área que necessita bastante, pelo fato de também ser uma área mais perto da periferia, então acho que tem que ter mais atividades assim como essa perto daqui na região do Guarapiranga.”
Esporte e natureza perto de casa
Para Douglas Smith da Silva, de 49 anos, engenheiro eletricista e técnico em eletrônica, a programação aquática ofereceu algo que normalmente exige uma viagem muito maior. Ele participou das atividades com um grupo de familiares e amigos e logo cedo já havia feito banana boat e jet ski e seguia para um passeio de barco.
“É bem legal essa iniciativa da Prefeitura porque a gente tem uma atividade perto. Senão tem que ir lá pro litoral, aí fica longe pra gente. Isso nos aproxima da natureza, é muito bom”, afirmou.
A auxiliar de laboratório Camila Costa Conceição Oliveira, de 28 anos, moradora de Osasco, levou cerca de uma hora de carro para chegar à Guarapiranga depois de conhecer a programação pelo Instagram. Praticante de esportes, foi atraída justamente pela possibilidade de experimentar modalidades diferentes na água.
“Eu nunca andei de stand up paddle, para mim foi uma experiência. Quando eu tiver outra oportunidade, vou querer ir sim, eu gostei muito, valeu super a pena”, contou. “E é tudo gratuito.”
Neste domingo (20), a Virada Esportiva continua em todas as regiões da cidade. Além das atividades gratuitas, quem utilizar os ônibus municipais poderá aproveitar o Domingão Tarifa Zero para circular pela capital sem pagar passagem.
Confira aqui os locais, horários e todas as atividades da Virada Esportiva.
SECOM - Prefeitura de São Paulo
E-mail:
imprensa@prefeitura.sp.gov.br
Facebook I
Twitter I
Instagram I
TikTok I
YouTube I
Acervo de Vídeos I
LinkedIn
HAND TALK
Clique neste componente para ter acesso as configurações do plugin Hand Talk