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Quarta-feira, 25 de Março de 2026 | Horário: 16:20
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Justiça libera continuidade do processo que avalia perda da concessão da Enel em São Paulo

Liminar que suspendia tramitação pela ANEEL é revogada; apuração sobre desempenho da empresa segue em curso

A Justiça Federal em Brasília revogou a liminar que havia suspendido o processo administrativo da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) contra a Enel São Paulo e autorizou a retomada imediata da tramitação do caso, que pode resultar na caducidade da concessão de energia elétrica na capital paulista.

A decisão restabelece o andamento do processo que analisa a capacidade da concessionária de cumprir obrigações contratuais e regulatórias, especialmente diante de falhas no fornecimento de energia registradas em eventos recentes. A caducidade é a penalidade máxima prevista no contrato e pode levar à perda da concessão.

Ao derrubar a suspensão anteriormente concedida, a Justiça Federal entendeu que não há irregularidades no andamento do processo administrativo e que foram respeitados o contraditório e o direito de defesa da concessionária. A decisão também destaca que o procedimento ainda está em curso e que não houve deliberação final da ANEEL até o momento.

Outro ponto considerado foi a inclusão de eventos climáticos recentes na análise da agência reguladora. A Justiça avaliou que esses episódios podem ser utilizados como parâmetro para verificar, na prática, a capacidade de resposta da concessionária, sem que isso represente irregularidade no processo.

Além disso, a decisão rejeitou tentativas de suspensão da tramitação e afastou questionamentos sobre a condução do processo, permitindo que a ANEEL dê continuidade à análise técnica e regulatória do caso.

Para a Prefeitura de São Paulo, a decisão representa um avanço na apuração de responsabilidades e na busca por melhorias na prestação do serviço. A administração municipal defende que o processo siga sem interrupções até sua conclusão, garantindo a avaliação completa das condições de prestação do serviço de energia na cidade.

Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou contra a suspensão das investigações, reforçando o entendimento de que o processo deve prosseguir regularmente (leia mais). O Município de São Paulo, o Estado de São Paulo e a Advocacia-Geral da União já haviam se posicionado no mesmo sentido.

A Prefeitura afirma que seguirá atuando nas instâncias cabíveis para assegurar que a população tenha acesso a um serviço de energia elétrica contínuo, eficiente e de qualidade, e que eventuais responsabilidades sejam apuradas dentro do devido processo legal.

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