Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

Amuleto Vivo

Vivência • Presencial

Amuleto Vivo

Data: 23/07/2026. Quinta-feira.
Horário: 13:30 às 16:00.

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Descrição

é uma experiência de encontro entre memória, natureza e ancestralidade. A oficina propõe um deslocamento do olhar utilitário sobre o mundo natural para uma percepção de pertencimento, na qual sementes, árvores, ervas e narrativas são reconhecidas como portadoras de conhecimento, história e continuidade da vida.
A partir da escuta, do caminhar e do contato sensível com a mata, os participantes são convidados a refletir sobre as relações que sustentam a existência humana e a reconhecer a biodiversidade como uma rede viva da qual fazemos parte. O amuleto surge não apenas como objeto simbólico, mas como expressão material de um vínculo entre corpo, território e futuro, carregando em si a potência de uma vida que permanece, germina e se transforma.
Ao reunir elementos da oralidade, dos saberes tradicionais, das práticas de cuidado e da criação manual, a oficina cria um espaço de reconexão com dimensões muitas vezes esquecidas pela vida contemporânea: o tempo da natureza, a presença dos ancestrais e a responsabilidade compartilhada pela continuidade da vida. As árvores são evocadas como guardiãs de memória e testemunhas de longos ciclos de existência, ampliando a reflexão sobre herança, pertencimento e reciprocidade.
O processo de construção do Amuleto Vivo transforma a biojoia em um gesto de compromisso. Mais do que representar proteção individual, ela se torna um símbolo da interdependência entre seres humanos e mundo natural, carregando histórias, afetos e intenções. Ao final, cada amuleto guarda não apenas uma semente, mas a lembrança de que toda vida é continuidade, relação e possibilidade de futuro.

Objetivo

Promover uma experiência sensível de reconexão entre pessoas, natureza e ancestralidade, estimulando a consciência de pertencimento à biodiversidade e a responsabilidade coletiva pela continuidade da vida, por meio da criação de uma biojoia simbólica – o Amuleto Vivo.

Objetivos Específicos
Deslocar a percepção utilitarista da natureza para uma relação de reciprocidade e cuidado.
Valorizar saberes tradicionais, oralidade e práticas ancestrais ligadas às plantas, árvores e sementes.
Estimular a escuta, a presença corporal e a atenção sensorial como formas de aprendizado.
Refletir sobre memória, proteção, herança e futuro a partir da relação com o território.
Incentivar o reconhecimento das árvores e da biodiversidade como sujeitos de memória e continuidade.
Materializar, por meio da biojoia, um compromisso simbólico com a vida e o meio ambiente.

Metodologia

A oficina utiliza uma metodologia vivencial, sensorial e participativa, baseada na integração entre corpo, território, escuta e criação manual. O processo privilegia o aprendizado pela experiência direta, pelo afeto e pela troca coletiva.

Os principais eixos metodológicos são:

Imersão na natureza: caminhada pela mata como prática de observação, escuta e presença, reconhecendo o território como espaço de conhecimento vivo.
Ativação sensorial: uso da aromaterapia, do toque, da respiração e do movimento corporal para preparar o corpo e a mente, favorecendo a concentração e a redução da ansiedade.
Oralidade e narrativa ancestral: compartilhamento de histórias, contos e simbolismos ligados às árvores e sementes, valorizando saberes tradicionais e indígenas.
Criação coletiva e manual: confecção do Amuleto Vivo como processo de troca, diálogo e reflexão, e não apenas como produto final.
Ritualidade contemporânea: utilização de gestos simbólicos (maracá, cruzamento de palha, anel de tucum) para marcar a experiência como um pacto de cuidado e continuidade.
Perguntas norteadoras: estímulo à reflexão crítica e poética sobre futuro, ancestralidade e interdependência entre seres humanos e natureza.

A metodologia respeita os tempos da natureza e dos participantes, promovendo um ambiente de acolhimento, escuta e construção coletiva de sentido.

Bibliografia

J Vidal · 2024 moda e seu ensino decolonial
como tecnologias de encantamento
para preservação das vestimentas
indígenas no cotidiano
Mandinga Antiga - Amuleto Vivo: Indumentárias para o futuro

Conteúdo programático

1. Abertura – Preparação do Espaço
Caminhada sensível pela mata
Coleta simbólica de sementes previamente distribuídas
Reconhecimento do território como espaço de memória e vida
2. Aromaterapia e Reconexão Corporal
Introdução às ervas medicinais e seus usos tradicionais
Maceração de folhas frescas e ativação dos sentidos
Exercícios de respiração consciente
Alongamentos corporais sincronizados com o som do maracá
Relação entre corpo, respiração e estado emocional
3. Ato I – Apresentação e Conexão com a Natureza
Apresentação pessoal dos participantes
Sorteio e reconhecimento das árvores nativas do território
Escolha da semente-amuleto
Conceitos de amuleto, patuá, totem e biojoia viva
Introdução à biodiversidade como rede de relações
4. Biodiversidade e Oralidade
Contos e narrativas indígenas associados às espécies trabalhadas
As árvores como guardiãs de memória e testemunhas do tempo
Reflexões sobre ancestralidade, herança e pertencimento
5. Customização da Biojoia – Amuleto Vivo
Formação de grupos por árvore nativa
Construção manual do amuleto
Troca de experiências e reflexões coletivas
Perguntas norteadoras sobre futuro, proteção e continuidade da vida
6. Encerramento – Aliança com a Diáspora
Finalização do amuleto/totem/patuá
Compartilhamento de memórias pessoais de proteção ligadas à natureza
Apresentação do significado simbólico do Anel de Tucum
Ritual de fechamento: cruzamento da palha, unção com ervas e uso do amuleto no corpo

Coordenação

Leonardo Maretti

Facilitação

Lyon Sekhmet

Lyon Sekhmet atua na intersecção entre arte, ancestralidade, educação popular e gestão ambiental, utilizando a cultura como ferramenta de transformação social e fortalecimento dos territórios periféricos. Como ativista socioambiental e estudante de Gestão Ambiental, desenvolve ações que unem conservação da biodiversidade, justiça ambiental e saberes tradicionais. É também diretor criativo da Mandinga Antiga, projeto que utiliza biojoias, sementes, ervas e materiais naturais para promover a valorização da biodiversidade, dos saberes afro-indígenas e da relação entre corpo e território. Mais do que produzir acessórios, a Mandinga Antiga transforma cada peça em um símbolo de memória, proteção e pertencimento, unindo educação ambiental, práticas tradicionais e transformação social por meio da arte e da natureza. Seu trabalho com biojoias vai além do artesanato: sementes, fibras e elementos naturais tornam-se instrumentos de educação ambiental, memória e pertencimento. Por meio de oficinas e vivências, incentiva a reflexão sobre a relação entre corpo, território e natureza, promovendo o cuidado com a biodiversidade e a valorização das ancestralidades afro-indígenas. Sua atuação aproxima conhecimento técnico, práticas culturais e organização comunitária, fortalecendo a ideia de que proteger o meio ambiente também significa fortalecer as pessoas, suas histórias e seus territórios. 

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Sobre

Público: Jovens, adultos e idosos (a partir de 12 anos). Educadores, arte-educadores e agentes culturais. Estudantes das áreas de artes, meio ambiente, educação, antropologia, história, ecologia e áreas afins. Comunidades tradicionais, povos indígenas, quilombolas e grupos da diáspora interessados em práticas de valorização cultural e ambiental. Pessoas interessadas em práticas de cuidado, bem-estar, espiritualidade laica, ancestralidade e sustentabilidade. Coletivos culturais, ambientais e comunitários. Público geral, sem necessidade de conhecimento prévio, com abertura para vivências corporais, sensoriais e reflexivas em contato com a natureza.

Vagas: 30.

Endereço: Av. Afonso de Sampaio e Sousa, 951 (dentro do Parque do Carmo). - UMAPAZ Carmo .

Certificado: não haverá certificação

Dias da semana: 23/07

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