Crescer Até Onde? Limites Humanos e Ambientais

Saída de uma estação de metrô com diversas pessoas na escada rolante

Palestra • Presencial

Crescer Até Onde? Limites Humanos e Ambientais

Data: 29/10
Horário: 09:00 às 12:00.
Carga horária: 3h
Local: UMAPAZ Ibirapuera.

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Descrição

Vivemos numa era em que parar virou falha, descansar virou fraqueza e crescer sem fim virou virtude. Mas a que custo? Esta palestra propõe uma conversa incômoda e necessária: a mesma lógica que esgota profissionais é a que esgota o planeta. O paradigma do crescimento ilimitado não é apenas uma questão econômica — é um modelo cultural que reorganizou nossa identidade, nossa relação com o tempo e nossa forma de habitar o mundo. A partir de filosofia contemporânea e de pesquisa aplicada sobre saúde mental no trabalho, vamos examinar como a aceleração constante, a disponibilidade permanente e a cultura da alta performance produziram um novo tipo de adoecimento — individual e coletivo. A conexão com a Educação Ambiental não é metáfora: é estrutural. Pessoas sem limites adoecem. Organizações sem limites acumulam riscos. Ecossistemas sem limites entram em colapso. A sustentabilidade começa também em nós. Venha repensar ritmo, limite, regeneração e responsabilidade — numa conversa que articula trabalho, cultura e meio ambiente de forma integrada e crítica.

Objetivo

O objetivo da palestra é mostrar que o esgotamento humano e o esgotamento ambiental têm a mesma raiz: a cultura do crescimento ilimitado.
A ideia central é que não dá para falar de sustentabilidade ambiental sem falar de sustentabilidade humana — são faces do mesmo problema. Quem trabalha sem limites adoece. Quem produz sem limites destrói o planeta. É a mesma lógica, aplicada em escalas diferentes.

Metodologia

A palestra combina exposição dialogada e bate-papo com os participantes. Os facilitadores apresentam os conteúdos de forma integrada — articulando reflexão filosófica e pesquisa acadêmica — e abrem espaço para que o público traga suas próprias experiências, dúvidas e perspectivas ao longo do encontro.
O formato valoriza a troca: não há separação rígida entre quem fala e quem escuta. A conversa com os participantes faz parte da aula.

Bibliografia

DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. São Paulo: Hucitec, 1985.
HAN, Byung-Chul. Capitalismo e impulsos de morte. Petrópolis: Vozes, 2021.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

Conteúdo programático

 

Coordenação

Plínio Damin

Facilitação

Roberto Monteiro Junior

Executivo sênior e doutorando em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), com pesquisa focada em saúde mental no trabalho, vício em trabalho (work addiction) e uso intensivo de tecnologias no contexto executivo. Atua em posições de liderança em ambientes organizacionais de alta pressão e complexidade, conciliando experiência prática em gestão com pesquisa acadêmica. Seu trabalho investiga como a pressão por disponibilidade permanente, o uso de tecnologias fora do horário de trabalho e fatores culturais organizacionais contribuem para exaustão emocional, perda de limites e adoecimento psíquico entre profissionais qualificados e líderes. Sua abordagem é analítica, crítica e fundamentada em evidências, com foco em provocar reflexão real sobre modelos de trabalho contemporâneos e seus custos humanos.

 

Plinio Damin

Investiga, por meio da fotografia, como as imagens constroem nossa percepção da realidade. Desenvolve trabalhos que relacionam imagem, sociedade, consumo e meio ambiente. Vencedor da II Maratona Fotográfica de São Paulo, teve fotografias publicadas na *Folha de São Paulo*, *O Estado de S. Paulo*, *Veja São Paulo*, *Fotografe Melhor* e *IG São Paulo*. Realizou exposições na Galeria Olido e na UMAPAZ. Graduado em Filosofia e Engenharia Agronômica pela Universidade de São Paulo (USP), é pós-graduado em Fotografia e Arte pelo SENAC e Administração Pública pela Escola de Contas do TCM-SP, aluno especial do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Entre 2018 e 2024 coordenou a Comunicação e o Audiovisual da UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz), da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Atualmente atua como formador da instituição, desenvolvendo cursos e experiências que investigam como as imagens influenciam nossa forma de perceber, consumir e habitar o mundo. 

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Público: Para quem trabalha muito, vive no limite e já se perguntou se vale a pena. Professores são bem vindos!
Vagas: 30.
Endereço: Av. Quarto Centenário, 1268.
Dias da semana: Quinta-feira.

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