Segunda-feira, 19 de Setembro de 2022 | Horário: 10:35
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Parque do Carmo comemora seu aniversário de 46 anos

Conheça um pouco da história da área verde mais visitada da zona leste

O Parque do Carmo – Olavo Egydio Setúbal é um importante espaço de lazer e contemplação da natureza na zona leste da cidade e faz aniversário hoje (19). O local é sede da Festa das Cerejeiras, tradicional comemoração dos imigrantes japoneses, e conta com 2.388.930 m² de área.

Durante os anos 50, toda a área do Parque do Carmo pertencia a Oscar Americano. O casarão, onde hoje é o museu da biodiversidade, era a sede da fazenda. Ao lado direito da casa, foi plantada uma figueira, símbolo de status e poder na época. O lago principal era uma de suas paixões e utilizado para práticas de esportes náuticos.

Após seu falecimento em 1974, seus herdeiros resolveram vender o terreno. Parte dela foi comprada pela Prefeitura, que realizou benfeitorias como playgrounds, banheiros, churrasqueiras e áreas de descanso, inaugurando o espaço como parque no dia 19 de setembro de 1976.

O local abriga um interessante museu, que conta a história da área verde e de sua ligação com a cultura japonesa, imigrantes que colonizaram parte da região. Desde 1987, o parque realiza a tradicional Festa das Cerejeiras, em homenagem à comunidade nipônica. Sua 42°edição ocorreu no mês passado, recebeu mais de 400 mil visitantes e contou também com a participação inédita do Planetário do Carmo, que sozinho atraiu mais de 10 mil visitantes nas sessões “Estrelas e Princesas: Lendas da Cultura Japonesa” e outras exposições.

A área verde conta com estruturas como o Museu do Meio Ambiente, lagos, anfiteatro natural, aparelhos de ginástica, campos de futebol, ciclovia, pista de cooper, playgrounds, quiosques, churrasqueiras, gramado para piquenique, sanitários e redário. Funcionam nela além do Planetário, o Viveiro Arthur Etzel, o Bosque da Leitura (pertencente à Secretaria Municipal de Cultura) e a Base da Guarda Civil Metropolitana.

Com ares de fazenda, é oferecido aos visitantes a possibilidade de admirar 390 mil m² de Mata Atlântica preservada, onde há espécies nativas como o pau-de-tucano, o angico e o passuaré, além de bosques e matas, onde podem ser apreciados eucaliptos e um cafezal. São destaques ainda o bambu-chinês, bambu-imperial, canela-ferrugem, copaíba, flor-de-abril, pitangueira, ipê branco e amarelo. Já foram catalogadas 147 espécies, das quais estão ameaçadas de extinção: canela-amarela, pau-brasil, ipê-felpudo, jequitibá-rosa e pinheiro-do-paraná.

Na fauna, foram observadas 193 espécies, entre vertebrados e invertebrados, destacando-se 11 tipos de répteis, como o lagarto florestal, conhecido como papa-vento e 25 borboletas. Há registro de oito mamíferos, entre eles o veado-catingueiro, a preguiça-de-três-dedos, o tatu, o ouriço-cacheiro e caxinguelê.  145 espécies de aves também foram documentadas, entre as aquáticas estão as garças, mergulhões, martins-pescadores, irerês, socós e ananaís. As de hábito noturno são a coruja-orelhuda, curiangos e bacuraus. Além disso a distinta paisagem do parque oferece oportunidade de avistar o imponente gavião-pega-macaco, rapinante ameaçado de extinção, além de espécies endêmicas de Mata Atlântica, como a borralhara-assobiadora e o pula-pula-assobiador.

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