
Vivência • Presencial
Oficina de Biojoias: Sementes Originárias
Data: 22/08/2026. Sábado.
Horário: 14:00 às 16:15.
Descrição
Em celebração ao Mês dos Povos Originários, a oficina propõe uma vivência de valorização das culturas indígenas por meio da arte, da educação ambiental e do reconhecimento dos saberes ancestrais. Os povos indígenas transformam sementes, fibras, madeiras e outros elementos da floresta em adornos que expressam identidade, pertencimento e conhecimentos transmitidos entre gerações. Essas biojoias carregam histórias, simbolismos e formas próprias de compreender a relação entre ser humano e natureza.
A atividade convida os participantes a conhecer esse universo cultural por meio da confecção de biojoias inspiradas nos materiais e nas técnicas utilizadas por diferentes povos indígenas brasileiros, promovendo reflexões sobre biodiversidade, conservação ambiental, uso sustentável dos recursos naturais e respeito às culturas originárias. As biojoias produzidas tradicionalmente utilizam sementes como jarina, tucumã, buriti, paxiúba e outras espécies nativas, evidenciando a riqueza da floresta e a criatividade dos povos que historicamente contribuem para sua preservação.
Mais do que uma atividade manual, a oficina constitui um espaço de diálogo e sensibilização, reafirmando a importância dos povos originários na proteção dos biomas brasileiros, na conservação da biodiversidade e na transmissão de conhecimentos que permanecem fundamentais para a construção de uma sociedade mais sustentável e plural.
Objetivo
Promover a valorização dos povos indígenas por meio da confecção de biojoias produzidas com sementes, fibras e outros materiais naturais, incentivando o reconhecimento da biodiversidade brasileira e dos conhecimentos tradicionais relacionados ao uso sustentável dos recursos da natureza.
Apresentar a importância das biojoias nas culturas indígenas brasileiras;
Conhecer diferentes sementes utilizadas tradicionalmente na produção de adornos;
Refletir sobre o uso sustentável dos recursos naturais;
Estimular a criatividade e o fazer manual;
Valorizar os saberes ancestrais dos povos originários.
Metodologia
A oficina será desenvolvida por meio de uma metodologia participativa, baseada na educação ambiental, na valorização dos saberes dos povos indígenas e na aprendizagem prática. Os participantes serão convidados a conhecer diferentes sementes nativas e suas relações com a biodiversidade brasileira, compreendendo como diversos povos originários utilizam esses materiais na produção de adornos, na expressão de identidades culturais e na transmissão de conhecimentos entre gerações.
Inicialmente será realizada uma roda de conversa para apresentar o universo das biojoias, abordando a importância das sementes, das árvores e da floresta para os povos indígenas, bem como os princípios do uso sustentável dos recursos naturais. Também serão apresentados exemplos de biojoias produzidas por diferentes etnias, destacando que cada povo possui técnicas, materiais e significados próprios.
Na etapa seguinte, os participantes poderão observar, tocar e identificar diferentes sementes, conhecendo suas características, origem e potencial de utilização artesanal. Esse momento será acompanhado de diálogos sobre biodiversidade, conservação das espécies e a importância dos povos indígenas na proteção dos biomas brasileiros.
Em seguida ocorrerá a atividade prática de confecção das biojoias, utilizando sementes, fibras naturais e outros materiais de baixo impacto ambiental. Durante o processo, o educador estimulará reflexões sobre território, pertencimento, ancestralidade, consumo consciente e respeito à diversidade cultural, favorecendo a troca de experiências entre os participantes.
Ao final da oficina, será realizada uma roda de compartilhamento para que cada participante apresente sua biojoia, relate sua experiência e reflita sobre os aprendizados construídos ao longo da atividade, fortalecendo o compromisso com a valorização das culturas indígenas e a conservação da biodiversidade.
Abordagens pedagógicas
Educação Ambiental Crítica;
Educação Popular (Paulo Freire);
Aprendizagem baseada na experiência (aprender fazendo);
Interpretação da natureza;
Valorização dos saberes tradicionais e da diversidade cultural;
Metodologia participativa e dialógica.
Essa metodologia fica mais adequada para projetos culturais, bibliotecas, escolas, CEUs e editais, pois destaca o caráter educativo da oficina e evita atribuir às biojoias significados ritualísticos específicos que pertencem às tradições dos povos indígenas.
Bibliografia
BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394/1996 para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena". Diário Oficial da União: Brasília, DF, 11 mar. 2008.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 69. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
MUNDURUKU, Daniel. O caráter educativo do movimento indígena brasileiro (1970-1990). São Paulo: Paulinas, 2012.
BANIWA, Gersem José dos Santos Luciano. O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: MEC/SECAD; Museu Nacional/UFRJ, 2006.
DIEGUES, Antonio Carlos (Org.). Os saberes tradicionais e a biodiversidade no Brasil. São Paulo: NUPAUB/USP, 2000.
CAPRA, Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 2006.
LIMA, Isabelle. Artesão une sementes e sobras de madeiras nativas da floresta a ouro e prata para criar biojoias. Portal Amazônia, 8 nov. 2021. Disponível em: https://portalamazonia.com/acre/artesao-une-sementes-e-sobras-de-madeiras-nativas-da-floresta-a-ouro-e-prata-para-criar-biojoias/. Acesso em: 3 ago. 2026. A matéria apresenta o uso sustentável de sementes e madeiras na produção de biojoias e contextualiza essa prática em diálogo com os saberes tradicionais.
FG ACESSÓRIOS. Biojoias indígenas: tradição, sustentabilidade e cultura amazônica. 2025. Disponível em: https://fgacessorios.com.br/. Acesso em: 3 ago. 2026. Material utilizado como referência para exemplos de sementes, técnicas e significados culturais das biojoias indígenas.
Conteúdo programático
Conteúdos Trabalhados
Povos indígenas brasileiros;
Biodiversidade;
Sementes nativas;
Artesanato indígena;
Cultura material;
Sustentabilidade;
Conservação ambiental;
Educação Ambiental.
Coordenação
Leonardo Maretti
Facilitação
Lyon Sekhmet
Lyon Sekhmet atua na intersecção entre arte, ancestralidade, educação popular e gestão ambiental, utilizando a cultura como ferramenta de transformação social e fortalecimento dos territórios periféricos. Como ativista socioambiental e estudante de Gestão Ambiental, desenvolve ações que unem conservação da biodiversidade, justiça ambiental e saberes tradicionais. É também diretor criativo da Mandinga Antiga, projeto que utiliza biojoias, sementes, ervas e materiais naturais para promover a valorização da biodiversidade, dos saberes afro-indígenas e da relação entre corpo e território. Mais do que produzir acessórios, a Mandinga Antiga transforma cada peça em um símbolo de memória, proteção e pertencimento, unindo educação ambiental, práticas tradicionais e transformação social por meio da arte e da natureza. Seu trabalho com biojoias vai além do artesanato: sementes, fibras e elementos naturais tornam-se instrumentos de educação ambiental, memória e pertencimento. Por meio de oficinas e vivências, incentiva a reflexão sobre a relação entre corpo, território e natureza, promovendo o cuidado com a biodiversidade e a valorização das ancestralidades afro-indígenas. Sua atuação aproxima conhecimento técnico, práticas culturais e organização comunitária, fortalecendo a ideia de que proteger o meio ambiente também significa fortalecer as pessoas, suas histórias e seus territórios. .
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


















Sobre
Público: Jovens e adultos (a partir de 10 anos).
Vagas: 20.
Endereço: Av. Afonso de Sampaio e Sousa, 951 - Itaquera - UMAPAZ Carmo.
Dias da semana: 22/08 - Sabádo
