Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

Sábado, 12 de Abril de 2025 | Horário: 11:00
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Prefeitura de São Paulo lança maior trilha da capital paulista que conecta áreas de proteção ambiental

Trilha Interparques conta com percurso de 182 km interligando Unidades de Conservação municipais, represas e reservas particulares na zona sul
A imagem mostra uma trilha em meio à mata atlântica, cercada por vegetação densa e árvores altas com troncos finos. O caminho de terra batida é ladeado por corrimões de madeira e segue por entre a vegetação, formando um corredor natural. À esquerda, há uma placa de madeira com setas indicando diferentes direções: “Trilha Gavião-Caramujeiro”, “Trilha do Lago”, “Sede” e “Eu também faço trilha”. A luz natural atravessa as copas das árvores, criando um ambiente acolhedor e tranquilo, ideal para caminhadas ecológicas e contato com a natureza.

Foto: Daniel Reis/Acervo SVMA

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), lança neste sábado (12) a Trilha Interparques, conhecida como “a maior trilha da cidade”. Com 182 km de extensão, o percurso conecta Unidades de Conservação municipais e outras áreas protegidas na zona sul da capital, incluindo os Parques Naturais Municipais (PNMs), Parques Estaduais, represas e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), ao Polo de Ecoturismo de Parelheiros, Marsilac e Ilha do Bororé.

A trilha terá início na Balsa da Ilha do Bororé, no Grajaú, passando pelos Parques Naturais Municipais Bororé, Varginha, Itaim e Jaceguava, em seguida passa pelo Parque Estadual Várzea do Embu-Guaçu, PNM Cratera de Colônia, Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Curucutu e, por fim, a Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN Curucutu, retornando ao ponto de partida.

A trilha passa dentro de PNMs que contam com píer com vista para a represa Billings, uma torre de observação de incêndios com panorama para a Guarapiranga e área para piqueniques no entorno de um belo lago, proporcionando aos visitantes momentos de contemplação e lazer em meio à natureza. O percurso está demarcado com placas da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, ideal para caminhada dos visitantes nesse cenário de contemplação e lazer.

A imagem mostra uma placa de madeira rústica em um ambiente de floresta iluminada pela luz do sol. A placa possui duas setas apontando para a esquerda: a superior indica a direção da “Represa” e tem a ilustração de um sagui; a inferior aponta para o “Pier” e traz um desenho estilizado de um peixe. No topo da placa, está um pequeno sagui real, de pelagem escura, observando ao redor. Ao fundo, há árvores e vegetação em tons de verde claro, com luz natural filtrada pelas copas. A cena transmite uma sensação de harmonia entre natureza e fauna silvestre, reforçando a ideia de um ambiente preservado e acolhedor para visitantes e animais.
Foto: Daniel Reis/Acervo SVMA

Com essa iniciativa, o Polo de Ecoturismo de São Paulo ganha um dos maiores circuitos de ecoturismo da cidade, fortalecendo a conexão entre as áreas naturais protegidas e promovendo a valorização da biodiversidade. O mapa da Trilha Interparques está disponível na página oficial e pode ser acessado aqui.

“Esse percurso permite que os visitantes tenham contato direto com a biodiversidade paulistana. Além da experiência imersiva na Mata Atlântica, a trilha reforça a importância da preservação e do equilíbrio ambiental e fortalece a economia e o turismo na região”, explica o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi.

Natureza preservada e paisagens deslumbrantes

A Trilha Interparques atravessa cenários variados e, em determinados pontos, já é possível observar a transição da Mata Atlântica para o Cerrado. O percurso abriga uma flora rica e diversa, incluindo espécies como cedro-rosa (Cedrela fissilis), embaúba-prateada (Cecropia hololeuca), cambuci (Campomanesia phaea), samambaiaçu (Dicksonia sellowiana), tapiá (Crateva tapia) e palmito-juçara (Euterpe edulis). Algumas dessas plantas, como o cedro-rosa, a samambaiaçu, o palmito-juçara e a araucária (Araucaria angustifolia), estão ameaçadas de extinção.

A fauna local também impressiona pela diversidade que pode ser encontrada. Macacos bugios-ruivos (Alouatta guariba), fundamentais para a dispersão de sementes e a regeneração da floresta, são comuns ao longo do trajeto. Além deles, visitantes podem avistar tangará-dançarino (Chiroxiphia caudata), caxinguelês (Sciurus sp.), quatis (Nasua nasua), e diversas outras espécies.

A imagem mostra o ícone da ODS 11 “cidades e comunidades sustentáveis”, representada por um ícone amarelo, com o desenho de prédios e casas brancas O segundo ícone é a ODS 15 "Vida Terrestre", representada por um ícone verde, com o desenho de uma árvore com duas linhas horizontais abaixo e dois pássaros voando ao lado A imagem mostra o ícone da ODS 16 "paz, justiça e instituições eficazes", representada por um ícone azul escuro, com o desenho de uma pomba segurando um ramo em seu bico, em cima de um martelo de juiz

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