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Sábado, 23 de Maio de 2026 | Horário: 20:54
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Virada Cultural começa com palcos lotados e celebração da cultura em todas as regiões de São Paulo

Público ocupa o Anhangabaú e os bairros na abertura da festa; programação segue neste domingo com Thiaguinho, Michel Teló, Marina Sena e várias atrações gratuitas pela cidade

As primeiras horas da Virada Cultural 2026 transformaram São Paulo em um grande palco a céu aberto. Do Anhangabaú aos bairros das zonas Norte, Sul, Leste e Oeste, milhares de pessoas ocuparam ruas, praças e equipamentos culturais neste sábado (23) para celebrar a música, as artes e a diversidade que fazem da capital um dos centros culturais mais pulsantes do mundo. Com mais de 1,2 mil atrações gratuitas até domingo (24), a 21ª edição da Virada reafirma a vocação paulistana de reunir diferentes ritmos, histórias e territórios em uma mesma festa espalhada por toda a cidade.

Com 21 palcos, equipamentos culturais mobilizados e atividades distribuídas por todas as regiões, a Virada reafirma a proposta de descentralização da cultura e transforma São Paulo em um grande circuito cultural a céu aberto, reunindo música, teatro, dança, literatura, cinema e manifestações populares.

No palco do Anhangabaú, o maestro João Carlos Martins abriu a programação antes dos shows de Luísa Sonza e Péricles. A plateia lotou o Centro e cantou junto sob chuva fina e temperaturas baixas, em uma demonstração do tamanho e da força da Virada Cultural na cidade.

O prefeito Ricardo Nunes destacou o papel do evento como instrumento de democratização do acesso à cultura. “Estamos levando cultura para todas as regiões da cidade, para pessoas que muitas vezes não conseguem acessar uma sala de cinema, assistir a uma orquestra ou participar de grandes eventos culturais. São Paulo inteira está mobilizada para garantir cultura em todos os territórios”, afirmou.

O prefeito também ressaltou a diversidade da programação. “O que importa é fazer as pessoas felizes. Cultura não tem lado. Tem espaço para todos, em todos os cantos da cidade”, disse.

O secretário municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente, declarou oficialmente aberta a Virada Cultural. “Viva a cultura da nossa cidade, a música, o cinema, a literatura, a dança e a cultura popular”, afirmou.

Segurança elogiada
A estrutura de segurança foi um dos pontos mais elogiados pelo público. A operação conta com monitoramento do Smart Sampa, efetivo da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar, Polícia Civil, drones, equipes à paisana e segurança privada.

“Estou achando surreal. O palco é enorme, o letreiro da Virada é lindo”, contou o estudante João Victor de Oliveira Borges, de 17 anos, morador de Guaianases, que saiu de casa às 6h para garantir lugar próximo ao palco da cantora Luísa Sonza, no Anhangabaú. “Me senti tranquilo quando vi a quantidade de policiais nas proximidades.”

A copeira Verônica Queiroz, de 42 anos, moradora de São Mateus, também aprovou a experiência. “É minha primeira vez na Virada. Segurança total e estou adorando.”

Festa nos bairros
Nos bairros, o clima foi de festa e pertencimento. Em Sapopemba, na Zona Leste, o público acompanhou em coro o show de Dilsinho. Morador da região, o autônomo Reinaldo Perez Dias, de 61 anos, destacou a importância de levar grandes atrações para perto da população. “Muitas vezes a gente não tem condições de pagar um show de um artista como o Dilsinho. Não dá para perder. Tem policiamento, ambulância e é tudo de graça”, afirmou.

A técnica de enfermagem Jéssica Ribeiro, de 37 anos, também elogiou a estrutura. “A segurança está perfeita. É muito importante trazer esses artistas para a comunidade.”

Na Freguesia do Ó, na Zona Norte, a monitora de seção Adriana Amélia Neto, frequentadora da Virada há cinco anos, percebeu a evolução da infraestrutura do evento. “Agora o espaço é melhor organizado, mais seguro e confortável. É um privilégio poder aproveitar a festa perto de casa”, disse antes do show dos Titãs.

No palco Heliópolis, na Zona Sul, a professora Márcia Almeida de Barros, de 45 anos, aproveitou a programação realizada em sua própria rua para conhecer de perto o show do artista Filho do Piseiro. “Já tinha ouvido falar dele. Então, esta é uma boa oportunidade para saber quem é. E está tudo muito mais organizado do que no ano passado. Estou adorando”, afirmou. Márcia acompanhava a amiga Josenilda Rocha Santana, de 54 anos, que levou a filha, Sabrina Matos, de 24, e o neto Arthur, de 4 anos, para aproveitar juntos a Virada Cultural. “Está sendo muito especial porque o palco é próximo de nossa casa, o patrulhamento está intenso, o espaço é maravilhoso e é tudo de graça”, disse Josenilda.

A descentralização da programação também chamou a atenção de visitantes. A empresária chilena Colette Etchegaray, que está em São Paulo a trabalho, descobriu a Virada Cultural por acaso e ficou impressionada. “São vários eventos gratuitos acontecendo ao mesmo tempo. É muito importante para a cidade”, afirmou.

Além dos shows, o público encontrou equipes de limpeza atuando continuamente entre a multidão, ambulâncias posicionadas nos acessos, policiamento ostensivo e áreas estruturadas para receber as famílias com mais conforto e segurança.

Para o maestro João Carlos Martins, que abriu a programação do Anhangabaú, a edição deste ano já entrou para a história. “Sem dúvida alguma, essa é a maior Virada Cultural da história de São Paulo”, afirmou.

A programação continua neste domingo (24), com apresentações de Thiaguinho, Michel Teló, Marina Sena e centenas de atrações espalhadas pela capital, consolidando mais uma vez a Virada Cultural como um dos maiores eventos públicos de cultura do país e uma celebração da diversidade, da convivência e da potência cultural de São Paulo. Veja aqui a programação completa.
 

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